Salão do Automóvel reformula estandes e atrai bom público

Retorno ao Anhembi marca nova fase do Salão do Automóvel com estrutura reduzida, presença dominante das marcas chinesas e prévias das novidades

Salão do Automóvel 2025 visão geral
Salão do Automóvel retorna depois de sete anos, com novo formato para atrair o público (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
Por Fernando Calmon
Publicado em 29/11/2025 às 17h00

Após um hiato de sete anos e retorno ao Anhembi, na capital paulista, o Salão do Automóvel ressurgiu com força. O primeiro foi há 65 anos no Parque do Ibirapuera, em área bem modesta, passou pelo Anhembi, depois no São Paulo Expo e está de volta ao agora Distrito Anhembi amplamente reformado e climatização perfeita. A empresa organizadora, RX, mudou o esquema de visita e passou a limitar o número de pessoas a 50.000 como no dia de abertura. No salão anterior, no São Paulo Expo, foram cerca de 700.000 visitantes e este número certamente não será alcançado até 30 de novembro.

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No entanto, a exposição deve voltar ao seu calendário bienal em 2027, conforme já anunciado pela Anfavea e RX. Com corredores mais largos, os estandes agora são menores e padronizados: 500 m² para fabricantes e 300 m² para importadores. Proibiu-se a montagem de mezaninos, contudo alguns expositores exibiram modelos até três metros acima do solo que, obviamente, chamam mais atenção. Corredores amplos facilitam a circulação. São cerca de 300 carros expostos, além de uma ampla área coberta de 14.000 m² para até 1.000 testes por dia com 40 modelos. Museus Carde e Dream Cars São Roque, além do clube Motorgrid Brasil, de supercarros, são atrações diferenciadas.

Ausências de marcas também estão sentidas, algumas por decisões das matrizes. Entre as fabricantes locais VW, GM, Ford e Nissan. Alemãs como Audi, BMW, Mercedes e Porsche, além de Ferrari, Lamborghini, Land Rover, Jaguar e Volvo não participaram. As chinesas dominaram: 11 representadas (contando Omoda e Jaecoo separadamente). Lecar, a única nacional, decepcionou de forma patética. Prometeu fábrica para 2027 (outro adiamento) e colocou no palco de apresentação à imprensa, na véspera da abertura do Salão, a picape Campo, nada mais que um arremedo em isopor e madeira.

Principais atrações do XXI Salão do Automóvel

No total, participam cerca de 300 modelos de 26 marcas. Alguns sobressaíram pela novidade ou por evolução marcante. Veja lista a seguir, não excludente.

Entre os de produção nacional, o Avenger por seu estilo, digamos, menos utilitário, chama atenção como alternativa ao Renegade e que estreia a nova arquitetura modular CMP de origem Peugeot-Citroën. Já Basalt Vision é um modelo conceitual com suspensão rebaixada, novos faróis e para-choques. Atração maior é o SUV C5 Aircross.

Herlander Zola presidente da Stellantis América do Sul, confirmou a produção na fábrica pernambucana de Goiana dos elétricos da Leapmotor, uma joint venture com a divisão internacional da marca chinesa. Zola não revelou se optará por operação CKD ou SKD (veículos total ou parcialmente desmontados) e quais os modelos. Novidade da Leapmotor é o SUV de seis lugares C 16, em versões híbrida e elétrica.

SUV compacto Yaris Cross é boa aposta da Toyota. Motor flex de 122 cv/15,4 kgfm com etanol. Há ainda um híbrido pleno flex, cuja potência deixa a desejar: 111 cv combinados. No interior, estranhamente, falta o útil apoio para o pé esquerdo do motorista, apesar de bom acabamento interno. GR Yaris hatch, três portas, importado, 300 cv e 40,2 kgf·m atrai muitos visitantes e importação prevista para 2026.

Honda WR-V está em destaque no estande, embora muitos olhares se concentrem no cupê 2+2 Prelude, de volta ao mercado nacional após 31 anos. Seu motor é um híbrido pleno de 203 cv e 32,1 kgf·m. Estreia no segundo semestre de 2026 e preço estimado pouco abaixo do Type R.

Peugeot 3008 apresenta estilo atraente e tem potencial para aumentar as vendas da marca francesa, embora com importação em 2026 a decidir. O novo SUV cupê destaca o motor 1,6 L turbo, 180 cv e 30,6 kgf·m. Impressiona pelo espaço interno proporcionado por 2.730 mm de entre-eixos.

Das chinesas sobressai a Changan, nova parceira do grupo brasileiro Caoa. Além do SUV cupê elétrico Avatr 11, 586 cv e 66,1 kgf·m, também se destaca o elegante sedã-cupê 012, quatro portas, elétrico de 547 cv, 70,1 kgf·m e tração integral. Ambos sofrerão com a volta da alíquota do imposto de importação de 35%, a partir de julho próximo.

Outra parceira da Caoa, a Chery, exibe a inédita picape média Himla, cuja importação está por decidir. Atração é o novo Tiggo 5X com motor 1,5 L, turbo flex, 150 cv e 21,4 kgf·m. Há previsão de um híbrido pleno (certamente flex).

Kia surpreende com nada menos de seis modelos inéditos anunciados para 2026 pelo importador, grupo Gandini. Destaque para a picape média Tasman. Estreiam o SUV elétrico EV3, a volta do SUV grande Sorento (motor Diesel e tração 4×4), os K4 (sedã e hatch médios) e o furgão elétrico PV5.

Chinesa Denza (marca da BYD) lança três modelos: station elétrica Z9 GT, minivan D9 e SUV híbrido 4×4 B5.

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