Esses carros são fortes no mercado chinês, no Brasil não possuem o mesmo volume mas estão crescendo aos poucos
Parece que toda marca chinesa que estreia no Brasil traz consigo um SUV médio elétrico na faixa de R$ 200 mil. Não são carros de grande volume como os hatches compactos, mas servem como mostruário tecnológico.
Atualmente existem sete opções com essas características, sendo que uma delas vem através de uma marca tradicional. Todos com pacote de equipamentos parecidos, potência na faixa de 200 cv e autonomia entre 300 e 400 km. Listamos eles usando o preço como referência.
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A MG Motor estreou no final de 2025 trazendo o S5 apenas na versão Luxury, de R$ 219.800, o modelo Comfort estreou no Salão do Automóvel com o menor preço desse segmento.
A marca MG nasceu na Inglaterra, mas hoje pertence a gigante chinesa SAIC, que é o maior fabricante estatal do país. O S5 é um modelo recente, que estreou em 2024.
Dentre os SUVs elétricos chinesas na faixa de R$ 200 mil, o MG S5 é o mais rápido: acelera de zero a 100 km/h em 6,3 segundos. O seu motor de 205 cv fica montado no eixo traseiro, o que permite um diâmetro de giro menor e ajuda nas arrancadas, principalmente em subidas.
O S5 na versão Comfort já traz central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, câmera e sensor de ré e bancos em couro. O modelo Luxury adiciona pacote ADAS, câmera 360° e rodas de maior diâmetro.

A Chevrolet foi atrás de suas parceiras chinesas para oferecer carros elétricos mais baratos. O novo Captiva EV é um Wuling Starlight S com desenho diferente na dianteira, acerto de suspensão feito pela engenharia brasileira e pacote de equipamentos exclusivo.
O modelo possui a vantagem de ser vendido em 480 das 600 concessionárias Chevrolet em todo o país. Ele será produzido na fábrica da PACE, no Ceará, ainda em 2026, para evitar os crescentes impostos de importação.
O novo Captiva EV traz uma oferta de equipamentos alinhada com os rivais, devendo alguns equipamentos como o ar-condicionado de duas zonas, a cobertura do porta-malas, o carregador por indução, o sensor de estacionamento dianteiro e o retrovisor eletrocrômico. Mas ele conta com o espelhamento para smartphones, pacote ADAS, teto solar panorâmico com abertura e câmeras 360°.

A Leapmotor é uma startup chinesa que foi comprada pela Stellantis. Ela estreou no Brasil com o C10 em duas versões, a elétrica BEV e a híbrida REEV. Essa segunda utiliza o motor 1.5 a gasolina apenas como gerador de energia para as baterias, resultando em mais eficiência.
O Leapmotor C10 BEV está levemente acima dos R$ 200 mil. Esse SUV elétrico impressiona pelo porte mais avantajado que o dos rivais, mas o visual é discreto.
Sua tração é traseira, característica que só é compartilhada com o MG S5, mas o C10 conta com um porta-malas dianteiro de 32 litros. O acerto de suspensão feito pela engenharia brasileira lembram muito o do Jeep Commander, combinando bem a estabilidade em curvas com um rodar confortável.
O Leapmotor C10 não oferece espelhamento para smartphone, obrigando o motorista a usar o GPS nativo. O modelo também não traz chave, é preciso usar um cartão NFC ou baixar o aplicativo para usar o celular como chave.

O Geely EX5 possui a maior autonomia dentre os SUVs médios elétricos na faixa de R$ 200 mil. São 413 km no ciclo pessimista do Inmetro para a versão de entrada, a Pro, o modelo topo de linha Max foi homologado com 349 km.
Ele também é o segundo mais rápido no zero a 100 km/h, com o tempo de 6,9 segundos para o Pro e 7,1 s para o Max. Curiosamente, ambos contam com o mesmo motor e a mesma bateria, a diferença de peso é de apenas 50 kg.
O Geely EX5 Pro já vem com regulagem elétrica do banco do motorista, câmera 360°, carregador por indução e freio de estacionamento eletrônico. O modelo Max adiciona o pacote ADAS, o massageador nos bancos dianteiros, o teto solar, sistema de som premium com 16 alto-falantes e o sensor de estacionamento dianteiro.

O Omoda E5 deve ser o carro menos lembrado da Omoda & Jaecoo no Brasil. A versão elétrica do SUV médio chegou antes do modelo híbrido, mas não teve o mesmo sucesso.
Ele não é tão grande quanto alguns dos rivais, mas oferece um conjunto equilibrado quanto a potência e a autonomia. O seu desenho é o mais esportivo, com formato de SUV cupê.
A única versão do Omoda E5 conta com head-up display, câmera 360°, ar-condicionado de duas zonas, abertura elétrica do porta-malas, carregador por indução com refrigeração, sistema de som Sony, pacote ADAS e bancos com ventilação.

Dentre os SUVs médios elétricos na faixa de R$ 200 mil, o GAC Aion V é o que possui desenho mais diferente. Ele seguiu um estilo mais quadradão e com lanternas verticais.
Sua autonomia é a segunda maior da lista e o desempenho é bom, mesmo com o menor torque. A proposta do Aion V é mais familiar, contando com portas traseiras que abrem em quase 90°, mesinha para o banco traseiro e um compartimento no console que pode ser refrigerado a -15°C ou aquecido a até 50°C.
O modelo vem em versão única, com pacote ADAS, ar-condicionado de duas zonas, carregador por indução, câmera 360°, banco traseiro reclinável, regulagem elétrica nos dois bancos dianteiros e sistema de som com 9 alto-falantes.

O BYD Yuan Plus foi o pioneiro desse segmento, mas chegou com preço elevado. Ele foi reposicionado para o valor atual de R$ 235.990, mas não consegue o mesmo sucessor que o primo híbrido Song Plus.
Esse é o SUV elétrico com menor autonomia da lista, com apenas 294 km. Ele também possui o projeto mais antigo da lista, mas de certo ponto isso é um benefício: seu painel possui maior quantidade de botões e as maçanetas não são embutidas.
O pacote de equipamentos do BYD Yuan Pro conta com sistemas ADAS, câmera 360°, banco do motorista com regulagem elétrica, sistema de som com 8 alto-falantes e central multimídia com tela giratória
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