A rede de eletropostos no Brasil cresceu e tornou as viagens menos arriscadas, mas o motorista precisa ter alguns aplicativos para encontrá-los
Os carros elétricos são uma excelente alternativa para quem roda apenas na cidade, principalmente se puder carregar em casa. Mas ainda existem as preocupações com a recarga em rodovias.
A situação hoje é bem melhor que há cinco anos. A quantidade de postos de recarga públicos para carros elétricos cresceu. O dado mais recente, de fevereiro de 2026, aponta 21.061 carregadores, sendo 6.479 do tipo rápido com corrente contínua.

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Novos empreendimentos imobiliários, restaurantes, shoppings, supermercados, postos de gasolina e paradas de beira de estrada estão usando os carregadores como atrativos. Mas como um dono de carro elétrico ou híbrido de primeira viagem faz para encontrá-los?
Felizmente esses postos de recarga estão mapeados em diversos aplicativos. O que mais ajuda na hora de procurar é o Plug Share, que é o mais popular do tipo no Brasil.
Ele serve para encontrar os carregadores de carros elétricos e para montar rotas de viagem. Os usuários podem classificar e comentar sobre o eletroposto. Porém o Plug Share não mostra se está ocupado nem pode ser usado para pagar a recarga.

Os carregadores que são pagos exigem algum aplicativo dedicado para ser usado ou é necessário verificar as regras com a gerência do estabelecimento. Um dos mais populares é o da Tupi, que é parceira da Shell Recharge, BYD, Renault, Sem Parar e Zarp Localiza.
Nesse aplicativo o usuário consegue ver se o ponto de recarga está ocupado, a porcentagem da carga e realizar os pagamentos. Ele também ajuda a planejar viagens quando há eletropostos no caminho.
As redes EasyVolt, NeoCharge e a Volvo possuem aplicativos semelhantes. Cada empresa possui a sua rede de carregadores, por isso recomendamos usar o plug share para se planejar e ver quais aplicativos serão necessários para pagar as recargas.

A Volvo foi a primeira marca de carros a montar corredores com carregadores rápidos nas rodovias. O projeto começou na região Sudeste e foi expandindo.
Quem possui um carro da Volvo pode recarregar gratuitamente nesses postos, já quem tem um carro de outra marca terá que pagar. Iniciativas similares apareceram depois, mas usando as redes já instaladas para dar o benefício. A BYD, por exemplo, ofereceu desconto para quem utiliza a rede Shell Recharge.

Na hora de planejar uma viagem é preciso ficar atento ao tipo de carregador vai escolher parar. Para não perder tempo o ideial é usar um do tipo rápido, com corrente contínua (DC).
A grande maioria dos carros elétricos disponíveis no Brasil dão uma carga rápida de 20% a 80% em menos de 45 minutos com esse tipo de carregador. Com isso você recupera a autonomia para seguir viagem sem ficar muito tempo parado.
Em um carregador lento, de corrente alternada (AC), a recarga será demorada. Esse tipo é mais indicado para aquela parada para dormir em um hotel ou pousada, com o veículo plugado durante a noite.
Também recomendamos olhar a localização do eletroposto. Ele pode ser algum estabelecimento, como loja de painéis solares, oficina ou concessionária dentro da cidade. Existe o risco de não ser disponível fora de horário comercial. O mais seguro é planejar com paradas na estradas, como postos e restaurantes.
O fantasma da “pane seca” com o carro elétrico está ficando cada vez mais longe. Mas ainda é preciso já ter um plano A e um plano B antes de sair de casa.
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