O modelo será o sucessor da Saveiro atual e terá um porte maior, utilizando a mesma estratégia da Chevrolet Montana
A Volkswagen confirmou que sua nova caminhonete nacional se chamará Tukan. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na sede da CBF, onde também foi revelada a parceria com as seleções brasileiras de futebol feminino e masculino, a volta da pintura amarela ao catálogo e o novo Tiguan.
Foi revelada um teaser da Volkswagen Tukan mostrando a coluna C, silhueta da caçamba, parte da lanterna, o acabamento da caixa de roda e o santantônio. A pintura é amarelo fosco, chamada oficialmente de Amarelo Canário.

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A produção foi confirmada para a fábrica de São José dos Pinhais (PR) a partir de 2027, como parte dos R$ 20 bilhões que a VW prometeu investir na América do Sul até 2028. Assim como o Nivus e o Tera, a Tukan é um projeto 100% brasileiro com foco na América Latina e vocação global.
No taser podemos notar que a Volkswagen Tukan tem o para-lama traseiro acentuado, alinhado com a nova identidade visual da marca que estreou aqui com o Tera. O teto é em preto, com um aplique de plástico na coluna C trazendo o nome do carro e fazendo a separação.
A Tukan utiliza um santantônio parecido com o da Saveiro, que aparenta ser funcional. As maçanetas são em preto brilhante, uma tendência já vista no T-Cross Extreme e no Nivus Outfit.

O AutoPapo em parceria com o portal Autos Segredos flagrou mulas da Volkswagen Tukan rodando em testes. Na época a picape utilizava a carroceria do Tiguan, mas a mecânica já era a definitiva.
Um detalhe que foi visto e que revela muito sobre a estratégia da marca para o modelo é a suspensão traseira. No lugar do eixo de torção com molas helicoidais, que ela usa na Saveiro desde o lançamento em 1982, entra um eixo rígido com molas parabólicas — como na rival Fiat Strada.
Isso deverá proporcionar uma capacidade de carga maior que a da Saveiro atual e posicionar a Tukan como uma caminhonete mais apta para o trabalho pesado. Segundo a apuração do jornalista Marlos Ney Vidal, ela terá versões de cabine simples e dupla.
O porte da VW Tukan será maior que o da Fiat Strada e menor que o da Toro, estratégia similar a da atual Chevrolet Montana. As medidas de largura e altura serão similares às do T-Cross. Uma fonte de dentro da marca aponta que a picape terá porte parecido com a Renault Oroch.
Sob o capô da picape estará o novo 1.5 eTSI, que já teve a produção nacional confirmada. Esse motor faz parte da nova geração da família EA211, com vários avanços para ajudar a reduzir o consumo, um sistema híbrido leve de 48 volts e o novo câmbio DSG de 7 marchas.
Ele troca o motor de arranque e o alternador por um dispositivo multifuncional que faz essas funções e pode dar alguns cv a mais direto ao virabrequim. Por ser de 48 volts, ele é mais potente que o de 12 volts utilizado pela Fiat.
Uma vantagem dessa eletrificação da Volkswagen que será usada na Tukan é usar a bateria de 48 volts para operar o ar-condicionado, o freio e a direção. Dessa forma o carro pode desligar o motor a combustão em movimento em situações de baixa carga sem afetar o conforto e a dirigibilidade.
O câmbio de dupla embreagem possui um motor elétrico em seu interior, ajudando com uma força adicional. É ele que mantém a velocidade de cruzeiro do carro quando o motor a combustão é desligado.
Como o lançamento está programado para 2027, a Volkswagen não divulgou informações técnicas da Tukan. Essa picape nova será acompanhada de uma geração nova da Amarok, que chegará antes e utiliza como base um modelo da chinesa Saic.
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