Cintos de segurança e airbags têm prazo de validade?

Saiba quando trocar os dispositivos de segurança

Por BORIS FELDMAN27/02/17 às 13h50

Cintos de segurança e airbags são itens de segurança indispensáveis. Tão importantes que são exigidos por lei em inúmeros países – incluindo o Brasil, que desde 2014 obriga as fabricantes a instalar as bolsas de ar em todos os modelos produzidos ou comercializados por aqui. Pouco se fala, no entanto, sobre a substituição dos dois itens.

Cinto de segurança tem validade, prazo para ser substituído? Em princípio não. Mas, se começam a aparecer algumas partes puídas, meio esgarçadas, soltando uns fiapos ou com manchas, é melhor substituí-los. O custo de uma nova peça é muito pequeno diante da vida que pode salvar.

Entretanto, existe uma regra para sua substituição: se o carro se acidentou, sofreu um forte impacto e os cintos protegeram motorista e outros ocupantes, nem pense em mantê-los. Eles devem ser imediatamente substituídos, pois foram submetidos a um elevado esforço que pode ter interferido em sua resistência. Provavelmente não demonstram externamente esta fragilidade ou quase ruptura, mas o problema é que, num próximo acidente, eles provavelmente não resistirão.

Dica do Boris: se sofreu um acidente, tem seguro e a seguradora autoriza o reparo, mas nega a troca do cinto, troque você mesmo. Ah! troque também de seguradora!

Pouco se fala sobre a troca e a validade dos cintos de segurança e airbags. Saiba quando está na hora de trocar os dispositivos.

E a questão do airbag? Como sua presença (e obrigatoriedade) nos automóveis é relativamente recentes, não se tem uma ideia muito precisa de sua validade – e se tem mesmo validade ou duram eternamente. Há pouco tempo, um instituto de segurança nos EUA visitou um ferro-velho em busca de automóveis mais antigos (entre 20 e 30 anos de fabricação) que tivessem ainda os airbags e simulou um acidente com impacto frontal para avaliar seu comportamento. Todos foram inflados corretamente.

Como não há possibilidade de testar o airbag, que não pode ser reaproveitado depois de acionado, as fábricas recomendam avaliar periodicamente todo o sistema eletrônico que o dispara no caso de impacto.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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