Problemas nas caixas automatizadas com uma ou duas embreagens criaram uma aversão, que obrigou fabricantes a apostarem no conhecido automático
O câmbio automático durante décadas foi do tipo convencional, com conversor de torque no lugar da embreagem. Ou então havia também a opção do CVT, continuamente variável, com infinitas marchas.
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Até que chegou a eletrônica para subverter essa ordem e trouxe o automático computadorizado com uma ou duas embreagens. O câmbio automatizado de uma embreagem nunca deu certo aqui no Brasil, ele se chamava Dualogic ou GSR na Fiat, iMotion na Volkswagen, Easytronic na GM e vai por aí.
Nenhum deu certo, mas tinha também o de duas embreagens, que gerou menor rejeição de forma geral. Um deles foi um desastre, o PowerShift da Ford, enquanto o outro, o DSG da Volkswagen, Hyundai e de outras marcas funciona bem. Ainda assim, a maioria das fábricas voltou atrás e adotou o tradicional câmbio automático com conversor de torque.
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Só Jesus na causa…
O maior problema dos automatizados é não terem um plano de manutenção claro definido pelas montadoras e, aparentavam ter a mesma durabilidade e robustez de um sistema epicíclico com conversor de torque. A Ford foi um exemplo, dizia que a transmissão dispensava manutenção e que durava a mesma km do motor. Se fossem verdadeiros, dizendo que a cada X km ou Y meses deveria ser feita a verificação das embreagens e eventual substituição, evitaria tantas reclamações. O mesmo vale para os I-Motion, Dualogic, etc. onde a embreagem dura menos que a de um carro manual e o custo para troca é elevado.
Boris, o preconceito contra o câmbio automatizado foi gerado pelas próprias montadoras, nada a ver com o lado técnico. A Fiat tentou vender como sua solução “automática” e salgou o preço equiparando a versões automáticas puras de concorrentes ->resultado: quem comprou viu que não é mesma coisa. Mas tecnicamente salva o pedal da embreagem e se souber dirigir (sim tem um aprendizado) é muito gostoso e a manutenção é barata perto dos automáticos (aqui fala uma pessoa que tem automatizado a 6 anos, troco marchas manualmente na borboleta; incômodo zero). Já o câmbio Powershift teve um erro de engenharia na Ford que entra sujeira nas embreagens e desgasta prematuramente. Tanto é que ninguém nem lembra da CAOA/Chery mas os Tiggo saíram de fábrica com uma versão de dupla embreagem que nada mais é que o Powershift com esse problema corrigido.
Enfim essa soma de erro técnico da Ford e erro de marketing da Fiat mataram uma solução que poderia estar no mercado como uma bela proposta de custo-benefício…
Pessoal fala do automatizado, mas os automáticos dão problemas também, e muito caros por sinal,um fala pra trocar o fluido outro fala que não,e quem fica no prejuízo sempre somos nós, quando tinhamos o manual não se falava em problemas tanto que temos carro com mais de 40 anos andando perfeitamente sem mexer no câmbio, agora os automáticos com 10 anos já está morto ou dependendo de alguns até menos é péssimo pois hoje cada vez menos temos a opção de manual
Perfeito comentário. Motor turbo, uns sensores(+/- economiza ou não), híbrido leve (MHEV), etc = golpe
Meu pai já falava dos problemas dos câmbios automáticos há mais de 40 anos atrás. E com o passar dos anos ficaram mais tecnológicos e caros para se manter e reparar. Agora dito isso imaginem os automatizados???? Por isso não abro mão do bom, velho e confiável câmbio manual.
Não quero nem de graça. Se eu sei que um carro é automatizado, pode ser banhado a óleo, dupla embreagem, etc, nem vou olhar. Tem gente já se lascando com o novo Kicks e o novo Creta, também com o Kardian, tô fora…
É uma pena os automatizados de uma embreagem não terem dado certo no Brasil. No setor de caminhões eles deram certo.
Um fator para não terem dado certo é que foram vendidos como automáticos, coisa que não são. Eles requerem mais intervenções manuais que os automáticos.