Transmissões automatizadas nunca convenceram o brasileiro

Problemas nas caixas automatizadas com uma ou duas embreagens criaram uma aversão, que obrigou fabricantes a apostarem no conhecido automático

Fiat Pulse Hybrid interior câmbio automático
Câmbios automatizados como Dualogic, GSR, iMotion, Easytronic ou PowerShift nunca deram certo no Brasil (Foto: Fiat | Divulgação)
Por Boris Feldman
Publicado em 02/04/2026 às 18h00

O câmbio automático durante décadas foi do tipo convencional, com conversor de torque no lugar da embreagem. Ou então havia também a opção do CVT, continuamente variável, com infinitas marchas.

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Até que chegou a eletrônica para subverter essa ordem e trouxe o automático computadorizado com uma ou duas embreagens. O câmbio automatizado de uma embreagem nunca deu certo aqui no Brasil, ele se chamava Dualogic ou GSR na Fiat, iMotion na Volkswagen, Easytronic na GM e vai por aí.

Nenhum deu certo, mas tinha também o de duas embreagens, que gerou menor rejeição de forma geral. Um deles foi um desastre, o PowerShift da Ford, enquanto o outro, o DSG da Volkswagen, Hyundai e de outras marcas funciona bem. Ainda assim, a maioria das fábricas voltou atrás e adotou o tradicional câmbio automático com conversor de torque.

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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8 Comentários
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Dijalma jorge 8 de abril de 2026

Só Jesus na causa…

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Polvo 6 de abril de 2026

O maior problema dos automatizados é não terem um plano de manutenção claro definido pelas montadoras e, aparentavam ter a mesma durabilidade e robustez de um sistema epicíclico com conversor de torque. A Ford foi um exemplo, dizia que a transmissão dispensava manutenção e que durava a mesma km do motor. Se fossem verdadeiros, dizendo que a cada X km ou Y meses deveria ser feita a verificação das embreagens e eventual substituição, evitaria tantas reclamações. O mesmo vale para os I-Motion, Dualogic, etc. onde a embreagem dura menos que a de um carro manual e o custo para troca é elevado.

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Gilmar P. 5 de abril de 2026

Boris, o preconceito contra o câmbio automatizado foi gerado pelas próprias montadoras, nada a ver com o lado técnico. A Fiat tentou vender como sua solução “automática” e salgou o preço equiparando a versões automáticas puras de concorrentes ->resultado: quem comprou viu que não é mesma coisa. Mas tecnicamente salva o pedal da embreagem e se souber dirigir (sim tem um aprendizado) é muito gostoso e a manutenção é barata perto dos automáticos (aqui fala uma pessoa que tem automatizado a 6 anos, troco marchas manualmente na borboleta; incômodo zero). Já o câmbio Powershift teve um erro de engenharia na Ford que entra sujeira nas embreagens e desgasta prematuramente. Tanto é que ninguém nem lembra da CAOA/Chery mas os Tiggo saíram de fábrica com uma versão de dupla embreagem que nada mais é que o Powershift com esse problema corrigido.
Enfim essa soma de erro técnico da Ford e erro de marketing da Fiat mataram uma solução que poderia estar no mercado como uma bela proposta de custo-benefício…

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Anderson 3 de abril de 2026

Pessoal fala do automatizado, mas os automáticos dão problemas também, e muito caros por sinal,um fala pra trocar o fluido outro fala que não,e quem fica no prejuízo sempre somos nós, quando tinhamos o manual não se falava em problemas tanto que temos carro com mais de 40 anos andando perfeitamente sem mexer no câmbio, agora os automáticos com 10 anos já está morto ou dependendo de alguns até menos é péssimo pois hoje cada vez menos temos a opção de manual

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JOSE GETULIO DE OLIVEIRA 4 de abril de 2026

Perfeito comentário. Motor turbo, uns sensores(+/- economiza ou não), híbrido leve (MHEV), etc = golpe

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Moacyr Cardoso 3 de abril de 2026

Meu pai já falava dos problemas dos câmbios automáticos há mais de 40 anos atrás. E com o passar dos anos ficaram mais tecnológicos e caros para se manter e reparar. Agora dito isso imaginem os automatizados???? Por isso não abro mão do bom, velho e confiável câmbio manual.

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Reynaldo 3 de abril de 2026

Não quero nem de graça. Se eu sei que um carro é automatizado, pode ser banhado a óleo, dupla embreagem, etc, nem vou olhar. Tem gente já se lascando com o novo Kicks e o novo Creta, também com o Kardian, tô fora…

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Pedro Dias 2 de abril de 2026

É uma pena os automatizados de uma embreagem não terem dado certo no Brasil. No setor de caminhões eles deram certo.
Um fator para não terem dado certo é que foram vendidos como automáticos, coisa que não são. Eles requerem mais intervenções manuais que os automáticos.

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