Porque sou contra trocar o chip da central eletrônica

Por Boris Feldman26/04/18 às 06h45

Trocar o chip da central eletrônica para ganhar potência ou economizar combustível traz sérias alterações ao funcionamento do veículo.

[TRANSCRIÇÃO]

Alguns ouvintes me criticam porque eu vivo falando mal desses chips que são oferecidos por oficinas, até de concessionárias, para alterar a curva de funcionamento do motor. A mudança desse chip na central pode dar mais potência ao motor ou reduzir consumo ou transformar o carro a gasolina num flex e outras variações sobre o tema.

E sabe por que eu critico? Porque a melhor solução possível para um motor é encontrada pelos engenheiros da fábrica depois de testá-lo por centenas, milhares de horas no dinamômetro, até determinar sua melhor curva de operação. Mudar o chip pode mesmo aumentar a potência, por exemplo, mas paga-se um preço de maior consumo, de maiores emissões e até de se reduzir a vida útil do motor. Sem contar que trocou o chip, perde-se a garantia de fábrica. E, por isso, é estranho algumas concessionárias oferecerem a troca de chip da central eletrônica.

chip da central eletrônica para ganhar potência ou economizar combustível
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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
4 Comentários
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  • Alex 26 de abril de 2018

    Até aí concordo com vc, mas que me diz dos diversos benefícios e opções que os fabricantes escondem eletronicamente no carro só para cobrar mais em uma versão posterior do mesmo. Possibilidades escondidas que hoje temos acesso através de softwares e acessórios disponíveis. Claro por nossa conta e risco. Para mim isso tb é uma
    forma de pilantragem industrial.

  • Paulo Eduardo 27 de abril de 2018

    Perfeito comentário! Tesla, por exemplo, restringe capacidade das baterias de seus veículos.
    E a PSA, altera potência de seus motores THP, mudam sensores e injeção, alteram software e lá vem maior potência. Daí pode?

  • Alexandre 10 de junho de 2018

    Tive um 307 Feline 2.0 manual chipado e com algumas outras melhorias feitas por engenheiro formado com conhecimento teórico nos EUA e aliado à minha humilde habilidade ao volante o carro andava com MINI TURBO 2.0, Jetta TSI e GOLF GTI originais… tudo isso com um consumo extremamente dentro do normal para um 2.0 16v… Vendi com dor no coração, motor afiado com 90.000 km, câmbio em perfeito estado e tudo funcionando perfeitamente.
    Nunca usei um guincho e nunca precisei usar um serviço de seguradora.
    O que pessoas que não tem e nunca tiveram um carro assim podem me dizer ao contrário ?
    O que um engenheiro que projeta carros para serem produzidos em série pode dizer sobre isso ?
    Tudo é um jogo de interesses, um simples filtro de ar que permite uma maior entrada do ar na câmara de combustão tornando a mistura melhor, gerando maior potência, filtrando melhor as partículas e muitas vezes como no meu caso economia de combustível pois essa mudança mínima o módulo corrige; diante de tudo isso as montadoras preferem fechar os olhos… Porque ?
    Tudo que relato não são teorias e sim FATOS !

  • Jack 10 de janeiro de 2019

    Antigamente, os fabricantes aumentavam a potência de um motor fazendo mudanças mecânicas, trocando comando de válvulas, pistões, carburadores, etc. Hoje em dia, carros são vendidos pelos fabricantes com motores idênticos, com mudanças apenas na programação eletrônica. Ou seja, você pode “chipar” o carro e ele continuar dentro dos parâmetros originais. Mas a segurança poderá ficar comprometida pois, junto com o ganho de potência, as montadoras alteram rodas, freios, suspensões, etc. Dificilmente quem chipa o carro faz isso também.

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