Adeus, motor a ar: Volkswagen cria Kombi clássica com motor elétrico e dobro de potência

Projeto e-Bulli substitui motor a ar por propulsor elétrico de 83 cv e moderniza interior com painel digital e assoalho de madeira

Restomod da Kombi Samba em E build 7
Modelo elétrico foi feito na base de uma Kombi T1 Samba de 1966 (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 04/02/2026 às 16h00

A Volkswagen escolheu o Bremen Classic Motorshow de 2026, na Alemanha, para exibir uma fusão entre seu passado mais glorioso e o presente eletrificado. A montadora revelou o e-Bulli, uma releitura oficial baseada na icônica Kombi Samba de 1966. O projeto se enquadra na categoria de “eletromod” — termo que designa a restauração de veículos antigos com a implantação de tecnologias contemporâneas de propulsão e conforto.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

A principal mudança é radical: sai de cena o ruidoso motor boxer refrigerado a ar e entra um trem de força totalmente elétrico. O modelo recebeu um motor de 83 cv e 21,6 kgfm de torque imediato — especificações similares às do compacto e-Up. Na prática, a nova “Velha Senhora” tem o dobro da potência do modelo original de meados dos anos 60.

VEJA TAMBÉM:

Para sustentar essa nova performance, a engenharia da VW precisou intervir no chassi. O sistema de freios e a suspensão foram redimensionados para lidar com o peso e a dinâmica do kit elétrico, que é alimentado por uma bateria de 58 kWh — com tecnologia derivada da família ID e capacidade de recarga rápida de até 100 kW.

Visualmente, o e-Bulli preserva a identidade da Samba, mas com refinamentos modernos. A carroceria exibe uma pintura bicolor em laranja metálico e areia fosco, enquanto os faróis redondos agora abrigam projetores de LED diurnos. No interior, o contraste entre épocas é ainda mais evidente: a alavanca de câmbio foi substituída por um seletor no console central.

O acabamento busca um ar de sofisticação naval, com assoalho em madeira real estilo parquet e bancos em couro bicolor. Contudo, para não ferir totalmente a nostalgia, a Volkswagen manteve o volante original: fino, grande e em posição quase horizontal, marca registrada da dirigibilidade da Kombi.

Newsletter
Receba semanalmente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
2 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Paulo Silva 5 de fevereiro de 2026

Se trata de uma construção nova, ou uma restauração de um veículo antigo, com as mudanças de motorização?

Avatar
Artur Araujo 7 de fevereiro de 2026

A Kombi, assim como os demais veículos VW com motor refrigerado a ar, possui uma plataforma com eixos, suspensão, motor, câmbio e assoalho, que recebe uma carcaça ou carroceria característica do modelo. A reportagem afirma que a plataforma foi adequada para as novas tecnologias e a carroceria foi mantida para que os fãs do modelo possam reviver as emoções, e por que não o utilitarismo, daquele ícone dos anos 60 e 70. Uma vez que o ferramental de estamparia ainda esteja disponível, creio que ela possa voltar para o Brasil com um bom nível de nacionalização. Enfim, acho uma boa e brilhante ideia, eu gostaria de ver, dirigir, e estar ao lado desta distinta e elegante senhora.

Avatar
Deixe um comentário