Aumentar a pressão do pneu economiza combustível, mas exagero causa prejuízo
Aumentar a pressão dos pneus pode economizar combustível, mas ultrapassar o limite da montadora causa desgaste irregular e riscos ao rodar
Publicado em 12/09/2026 às 15h00
Um dos erros mais comuns entre os motoristas na manutenção do seu carro está na negligência em relação à calibragem correta dos pneus. Como os únicos pontos de contato do carro com a pista, o fato de estarem cheios com a pressão correta estabelecida pelas montadoras vai, essencialmente, influenciar no consumo de combustível, no conforto de rodagem e até mesmo na durabilidade de componentes da suspensão.
Onde está indicada a pressão correta dos pneus
O proprietário precisa fazer uma checagem semanal da pressão dos pneus e respeitar a calibragem recomendada pela montadora, indicada no manual do proprietário e que, em alguns casos, também é encontrada no lado de dentro da tampa do bocal de combustível ou na parte interna da carroceria – na porta do condutor. A pressão correta dos pneus varia, essencialmente, de acordo com o peso. Por isso, confira os valores para o automóvel vazio ou cheio.
Calibragem “eco”

Alguns modelos de carros trazem, além das orientações “vazio ou cheio”, uma opção para economia de combustível, muitas vezes batizada de “eco” – normalmente é o maior valor de pressão indicado pela montadora. Neste caso, apesar do valor mais alto, ele está dentro do que foi homologado. É importante ressaltar que rodar com o pneu no limite da pressão estabelecida pelo fabricante irá sacrificar o conforto.
Além do limite recomendado é ruim
Os valores estabelecidos para a calibragem dos pneus são resultados de estudos nos quais são levados em conta o conjunto das suspensões, rodas e variáveis para otimizar o comportamento dinâmico do automóvel e aspectos da segurança de rodagem, como o escoamento de água.
Pneus com pressões fora do que está informado pela montadora sofrem com desgaste irregular, por exemplo: andar com eles murchos aumenta o desgaste nas laterais da banda de rodagem. Com pressão mais alta do que a estabelecida, o desgaste se concentrará no centro.
Por isso, é importante que o motorista não “caia na tentação” de colocar algumas libras a mais pensando em otimizar o consumo. Além do desgaste irregular, pneus com sobrepressão estão mais suscetíveis a cortes, estouros e surgimento de bolhas.

Risco de multa
Pneu com desgaste irregular é uma infração de trânsito, já que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê que eles devem estar com a banda de rodagem com pelo menos 1,6 mm de profundidade. Dessa forma, o CTB prevê punição para o condutor que circular com o pneu careca – mesmo que o desgaste não seja uniforme:
Art. 230. Conduzir o veículo: VIII – em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art. 104.
- Infração: grave (5 pontos);
- Penalidade: multa (R$ 195,23);
- Medida administrativa: retenção do veículo para regularização.
Como calibrar o pneu
A calibragem deve ser verificada com os pneus frios (num posto não mais do que 2 km distante do local onde o consumidor está). Lembre-se de que o estepe também precisa ser examinado e calibrado. Para o componente reserva, considere uma pressão de até 5 psi acima dos demais.
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