Capacete usado por Ayrton Senna é vendido pelo preço de um Rolls-Royce em leilão milionário
Casco Shoei foi usado por Senna nos GPs da Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria de 1992 e superou em quatro vezes a estimativa da casa de leilões
Publicado em 10/07/2026 às 13h00
As 500 mil libras — cerca de R$ 3,45 milhões — pagas por um capacete usado por Ayrton Senna, inclusive com marcas de pedradas e sinais visíveis de desgaste, dariam para levar um Rolls-Royce Phantom zero-quilômetro na própria Inglaterra, onde o item foi a leilão: o sedã mais luxuoso da marca britânica parte de cerca de 440 mil libras e chega a perto de 507 mil no país. Foi por essa quantia que o capacete Shoei usado por Senna na temporada 1992 da Fórmula 1 foi arrematado.
A peça foi vendida no Motorsport Icons Live Auction, realizado no Museu de Silverstone, no dia 7 de julho, logo após o GP da Grã-Bretanha. O resultado superou em mais de quatro vezes a estimativa inicial, de 80 mil a 120 mil libras (aproximadamente R$ 552 mil a R$ 828 mil), segundo a casa de leilões.

Segundo a Budds, o capacete foi usado por Senna nos GPs da Grã-Bretanha, da Alemanha e da Hungria de 1992 — e estava em sua cabeça em Hungaroring, onde ele venceu naquele ano. A empresa afirma que a peça vinha acompanhada de um Certificado de Autenticidade oficial da McLaren e era oferecida publicamente pela primeira vez.
O casco carrega as marcas de quem correu com ele. A casa de leilões descreve sinais extensos de uso em pista, incluindo lascas provocadas por pedras e sujeira aparente. No forro interno, informa a Budds, conservam-se a etiqueta de fabricação (Production No A / MAR 1992 / Inspetor: H. Takayama) e o selo original Snell SA90.

Há detalhes que ligam o capacete a um capítulo específico da categoria. Segundo a Budds, peças da época traziam adaptações ligadas às restrições à publicidade de cigarros: em provas como as da Grã-Bretanha e da Alemanha, as equipes tinham de cobrir ou substituir a marca do patrocinador de tabaco. Foi também no GP alemão de 1992 que Senna dividiu o pódio com Michael Schumacher e Nigel Mansell, a única vez na história da F1 em que os três subiram juntos.
A temporada 1992 foi a última da parceria McLaren-Honda, e Senna a disputou como atual campeão — o título daquele ano ficou com Mansell e a Williams. Ainda assim, o capacete não é o mais caro já vendido do brasileiro: o usado no GP da Bélgica de 1992, quando ele parou para socorrer Érik Comas, saiu por 720 mil libras (cerca de R$ 4,9 milhões) em abril de 2025, recorde para um item de automobilismo.

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