Carros a gasolina e diesel serão proibidos até 2030?
Deputado mira em países como Reino Unido, Noruega e França e propõe fim dos leves movidos a derivados de petróleo
Deputado mira em países como Reino Unido, Noruega e França e propõe fim dos leves movidos a derivados de petróleo
O Projeto de Lei 5332/20, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), proíbe a venda, em todo o território nacional, de carros e veículos leves novos movidos a gasolina e óleo diesel a partir de 1º de janeiro de 2030.
Segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), são considerados veículos leves: ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo, quadriciclo, automóvel, utilitário e caminhonete, com peso bruto total inferior ou igual a 3,5 toneladas.
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O parlamentar argumenta que a necessidade de combater as mudanças climáticas vem ganhando cada vez mais importância na definição de políticas públicas em todo o mundo e ressalta que o Brasil não pode se abster da discussão.
“O mais recente exemplo é o Reino Unido, que resolveu proibir a venda de carros e vans equipados com motores a gasolina e diesel a partir de 2030, que anteriormente estava prevista para 2040.” Teixeira afirma ainda que iniciativas semelhantes já foram adotadas em outros países, como Noruega e França.
A proibição, segundo o deputado, sinaliza para a indústria automobilística as restrições ambientais futuras e permite o direcionamento de investimentos para tecnologias que propiciem a redução da emissão de gases de efeito estufa.
“O Brasil, que possui uma indústria automobilística entre as maiores do mundo, não pode ficar parado sem fazer nada”, afirma Teixeira.
A proposta de Teixeira tramita junto com os projetos de lei PL 7582/17 e PL 4086/12, ambos tratam da produção e comercialização de automóveis movidos a eletricidade.
Todas os PL citados, incluindo o que quer o fim dos carros a gasolina e diesel, aguardam deliberação na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços. A seguir serão analisadas em caráter conclusivo pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O Projeto de Lei 3368/20 também quer determinar que, a partir de 2030, os automóveis e utilitários leves fabricados no Brasil ou importados usem exclusivamente biocombustíveis, como o etanol. A migração para o novo padrão, que extinguirá motores a gasolina ou diesel, será gradual.
Pela proposta que tramita na Câmara dos Deputados, em 2030 a regra valerá para todos os veículos com motor de 1,6 L a 1,8 L de cilindradas. Depois, será a vez dos carros 1.4 a 1.6 (em 2033) e 1.4 para baixo (em 2035).
O projeto obriga que até mesmo os carros elétricos saiam de fábrica adaptados para receber biocombustível, tornando-se, na prática, veículos híbridos.
O texto é de autoria do deputado Jose Mario Schreiner (DEM-GO). Segundo ele, a proposta estimula o uso, no Brasil, do etanol, biocombustível que tem várias vantagens, principalmente ambientais, sobre a gasolina e o diesel.
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No meu ponto de vista, deveria proibir todos tipos de veículos não importa a marca ou cilindradas e combustão. ou seja, Etanol, Diesel ou Gasolina !
Bom,se não forem queimar a cana pra colher…No Brasil já fazem a colheita sem a queima,mas outros países seguem esse exemplo?A queima produz muito co2.Que trabalhemos para melhorar o ar que respiramos,pois não adianta ter carros bons e potentes e ar venenoso,além de alterações irreversíveis no clima do mundo todo.A coisa deve tá feia no planeta,pois essa mudança que era para ocorrer em 2040 foi adiantado para até 2030.
Bacana no futuro respiraremos melhor,adeus motores a combustão, mas se a intenção é cuidar do ser humano e sua saúde, que tal projetos de lei que visam proibir a venda e fabricação de bebidas alcoólicas e cigarro para qualquer pessoa, aliás isso já destruiu muitas famílias.
Querendo entender, quem sempre paga esta conta é o consumidor residencial, cotei para por placas solares, 300kw R$ 28000,00 para 600kw R$ 48000,00, moramos num país com a matriz elétrica deficitária, compramos a maior parte da energia elétrica de outros países, Itaipu Binacional, compramos do Paraguai, compramos até o GNV que mantém a nossa indústria de fora, só lembrar da refinaria montada e logo após, roubada…
Como imaginar uma pick-up no Brasil, elétrica, que o proprietário de um pequeno sítio na zona rural de uma cidadezinha bem pequena possa realmente ter que estrutura para recarga e autonomia grande para chegar às grandes cidades para efetuar suas entregas e, retornar.
Na Califórnia USA, onde têm bastantes postos de recarga rápida, em uma hora ele recarrega até 80% da bateria dos automóveis e, em casa leva uma noite inteira e mais, 12 horas para dar a recarga completa. Donos de automóveis elétricos estão retornando a carros a gasolina, pois em nem cinco minutos já estão abastecidos.
Nove anos não é um tempo hábil para mudar a matriz elétrica do Brasil de deficitária para cobrir a nova demanda e, acredite irá aumentar e muito mesmo, imagine toda a frota de carros sendo exclusivamente elétricos, como era o projeto anterior, ele queria inclusive onibus e caminhões. Algo mudou e ele retirou os pesados da lista…
Eh só passar para GNV resolvido o problema
Este deputado é uma aberração em seu partido, se é que não são todos!
O ser humano não consegue nem
Lidar com plástico ou óleo nos Oceanos…. imagina milhões de baterias ( ácidos/ chumbo/ etc.)
É bom o pessoal começar a se acostumar com lambreta porque acho dificil haver alguma moto de performance alta eletrica no Brasil daqui 9 anos.
Engraçado é que o projeto é de um deputado do PT partido este que mais lucrou com os combustíveis derivados do petróleo, mas aqui é Brasil… outro probleminha seria a alta no preço do etanol.
Não consigo imaginar uma pick-up no Brasil elétrica onde o dono, proprietário de um pequeno sítio na zona rural de uma cidadezinha bem pequena possa realmente ter que estrutura para recarga e autonomia grande para chegar às grandes cidades para efetuar suas entregas. Aliás, atualmente pick-up a gasolina eu já não compraria, somente a Diesel, mas, vamos ver daqui a 9 anos…. quem sabe as coisas mudam, apesar de 9 anos não ser tanto tempo assim.
sendo um carro eletrico esse produtor poderia carregar o mesmo com energia solar sem precisar ir a cidade e sendo 100% autonomo
Energia solar não é grátis, custa muito caro para adquirir e manter um painel. Energia elétrica também não é de graça. A bateria do carro elétrico tem vida útil, e uma nova custa uma fortuna. No final das contas, se o cara tivesse mantido seu carrinho movido a gasolina, gastaria menos…