Enquanto maioria dos exemplares vive em garagens climatizadas, unidade de testes enfrentou drifting, pistas e uso diário por quase uma década
No universo dos hipercarros, a regra é clara: eles são tratados como ativos financeiros, confinados a garagens climatizadas e rodando o mínimo possível para preservar seu valor de revenda. Um Bugatti Chiron, contudo, desafiou essa lógica purista ao registrar exatos 175.797 quilômetros no hodômetro — uma marca que seria considerada alta até para veículos populares de uso cotidiano.
O feito ganhou repercussão após o veículo ser documentado pelo fotógrafo automotivo Alex Penfold durante um encontro de supercarros em outubro de 2025. Mesmo com a quilometragem elevada, o modelo — configurado com fibra de carbono exposta na tonalidade azul e interior em couro caramelo — exibia um estado de conservação impecável, sem sinais do desgaste extremo que os números sugerem.
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A explicação para o uso intenso reside na origem do chassi. Não se trata de um carro de cliente, mas de um veículo de desenvolvimento e frota da própria Bugatti. Produzido no início do ciclo de vida do modelo (entre 2016 e 2024), este exemplar funcionou como uma “mula” de testes. Sua rotina incluiu validações técnicas, avaliações para a imprensa global, sessões de drift para vídeos promocionais e corridas de velocidade máxima acima dos 400 km/h, o que torna a quilometragem ainda mais impressionante dada a severidade do uso.
O caso serve como um atestado de durabilidade do complexo motor W16 8.0 de quatro turbos e 1.500 cavalos. Diferente de um carro de passeio comum, no entanto, a manutenção foi industrial: o plano da Bugatti exige trocas de fluidos anuais ou a cada 15 mil km, além da substituição periódica de componentes críticos como os freios de carbono-cerâmica e os pneus Michelin Pilot Sport Cup 2, que custam milhares de dólares o jogo.
Para colocar o feito em perspectiva, a maioria dos Chirons de coleção mal ultrapassa os mil quilômetros rodados. Até então, o recordista conhecido era um Veyron Super Sport “World Record Edition”, que acumulou pouco mais de 37 mil quilômetros ao longo de 16 anos — um número que agora parece modesto diante do “maratonista” da nova geração.
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