Índice geral ficou em 4,26%, mas foi pressionado pelo encarecimento da mobilidade urbana e pela energia elétrica residencial
Uma explosão nos preços do transporte por aplicativo foi o destaque negativo da inflação brasileira em 2025. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o item acumulou uma alta expressiva de 56,08% no ano, contribuindo decisivamente para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrasse o período em 4,26%.
A disparada nas tarifas de mobilidade urbana impulsionou o grupo Transportes, que registrou variação de 3,07% no acumulado dos 12 meses. O setor foi responsável por um impacto individual de 0,63 ponto percentual no índice geral. Além da volatilidade nos aplicativos, o motorista sentiu o peso da manutenção: o conserto de veículos encareceu 6,94%, enquanto a gasolina teve um reajuste mais moderado, de 1,85%.
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Outro componente que pressionou o orçamento das famílias, especialmente em períodos de alta temporada, foram as passagens aéreas. Embora o IBGE não tenha destacado o percentual consolidado do ano para o item neste recorte, os bilhetes figuraram recorrentemente entre as maiores altas mensais, refletindo a demanda aquecida do turismo pós-pandemia e os custos operacionais das companhias, ainda atrelados ao dólar e ao querosene de aviação.
Apesar da alta percentual recorde nos transportes por aplicativo, o maior impacto numérico na composição do IPCA veio do grupo Habitação. Este segmento avançou 6,79% no ano, respondendo sozinho por 1,02 ponto percentual do índice total. O vilão doméstico foi a energia elétrica residencial, que subiu 12,31%, corroendo o poder de compra das famílias.
A análise dos dados revela uma inflação disseminada em serviços essenciais. Completam a lista de maiores pressões os grupos Educação (alta de 6,22%), Despesas Pessoais (5,87%) e Saúde e Cuidados Pessoais (5,59%). Somados aos custos de moradia, esses quatro grupos foram responsáveis por cerca de 64% de toda a inflação registrada no país em 2025, evidenciando um custo de vida mais alto para a classe média.
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