Como pagar ‘free flow’ sem risco de cair em golpe? Veja dicas!

Golpistas criam sites e mensagens falsas do pedágio free flow; saiba como se proteger das cobranças fraudulentas e evitar multas

Pedágio free flow rodovia
Pedágio eletrônico tem como objetivo melhorar a vida do motorista nas estradas (Foto: Shutterstock)
Por Fernando Calmon
Publicado em 18/10/2026 às 13h00

Como o Brasil e outros países vem sendo assolados por golpes digitais de todos os tipos, mais um está em crescimento. Criminosos criam sites falsos ou enviam mensagens e anúncios patrocinados para simular cobranças do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas.

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Tudo começa ao solicitar a placa do veículo e simular uma tarifa. São cobranças de baixo valor a fim de não despertar desconfiança. O pagamento é exigido via Pix para contas de intermediários (laranjas) e sugerem pressa para evitar multas.

Para impedir esse golpe, pague o pedágio eletrônico somente pelos sites oficiais das concessionárias, do governo paulista, site confiável ou pelo aplicativo CNH do Brasil.

Desconfie de links recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou anúncios patrocinados no topo de buscadores. Pagamento oficial de pedágio nunca é feito para CPFs de pessoas físicas.

Se sofreu prejuízo, entre em contato com seu banco e solicite o Mecanismo Especial de Devolução para tentar reaver o valor via Pix. Registre a ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil para se proteger legalmente.

Dinheiro enviado a golpistas não quita o pedágio e ainda precisará regularizar a passagem sob pena de multa R$ 195,23, classificada como infração grave e acréscimo de 5 pontos na CNH.

O que é pedágio free flow

O pedágio free flow (rebatizado oficialmente pelo Contran como Pedágio Eletrônico) é um sistema de cobrança automática que elimina as praças, cabines e cancelas físicas tradicionais das rodovias.

A proposta central do sistema é agilizar o tráfego e evitar filas, permitindo que o motorista siga viagem sem precisar parar para efetuar o pagamento.

No lugar das cabines, são instalados pórticos com câmeras, sensores e radares no alto da pista. A identificação do veículo acontece de duas formas:

  • Com tag: para quem possui uma etiqueta eletrônica (tag) colada no para-brisa, a leitura é automática e o valor é debitado na conta habitual do motorista com a operadora contratada.
  • Sem tag (pela placa): câmeras de alta resolução fotografam a placa do veículo. Nesse caso, o motorista é obrigado a buscar ativamente os meios de pagamento para quitar a tarifa posteriormente.
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