‘Desmanche’ ecológico da Stellantis desmonta 600 carros e 9 mil peças no primeiro semestre de operação

Unidade dedicada à economia circular destinou mais de 360 toneladas de resíduos e vendeu 4 mil peças usadas no período

Stellantis CDV em Osasco completa 100 dias de operação
O CDV opera em Osasco (SP) com foco no reaproveitamento de peças e na destinação de materiais automotivos (Foto: Stellantis | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 27/02/2026 às 22h00

O Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças, mantido pela Stellantis em Osasco (SP), registrou o desmonte de aproximadamente 600 veículos em seus primeiros seis meses de operação. A iniciativa, que tem como foco a economia circular no setor automotivo, permitiu o reaproveitamento de mais de 9.000 peças usadas, agora destinadas à comercialização.

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A planta é a primeira do tipo gerida por uma montadora na América do Sul e atua na transformação de veículos em fim de vida útil em componentes e matérias-primas reaproveitáveis. Do total de itens recuperados, mais de 4.000 já foram vendidos por meio de canais físicos e digitais. O comércio eletrônico desponta como a principal via de escoamento desses produtos: a loja oficial da unidade no Mercado Livre concentrou cerca de 80% das vendas, oferecendo aos consumidores peças originais multimarcas com qualidade e procedência certificadas.

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Além do retorno financeiro com a venda de componentes, a operação possui impacto ambiental direto. Em 180 dias, a unidade paulista destinou corretamente mais de 360 toneladas de resíduos industriais. Esse volume foi separado por tipo de material e encaminhado a parceiros homologados pela fabricante para o processo de reciclagem.

A maior parte do montante, cerca de 334 toneladas, corresponde a aço e alumínio retirados das carcaças e estruturas dos veículos. O balanço do semestre aponta ainda o reaproveitamento de 26 toneladas de plástico, a recuperação de 1,8 tonelada de cobre e a destinação adequada de 2.500 litros de óleo automotivo.

Para Paulo Solti, vice-presidente sênior de Peças e Serviços da Stellantis para a América do Sul, a estratégia cria uma nova frente de negócios. “Estamos transformando veículos em fim de vida útil em novas oportunidades de geração de valor, por meio da recuperação de peças e da reciclagem responsável”, afirma o executivo. Segundo ele, a medida demonstra a viabilidade de aliar eficiência e sustentabilidade no futuro da mobilidade urbana.

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