Entidades pedem que Congresso dos EUA proíba veículos conectados da China

Aliança que reúne grandes fabricantes pede legislação definitiva contra carros chineses devido a riscos de segurança nacional e coleta de dados

china muda regra para exportações de EVs
Carros conectados de origem chinesa na mira do Congresso dos EUA sob acusações de riscos à segurança nacional. (Foto: Fotomontagem | Tom Schuenk)
Por João Paulo Profeta
Publicado em 04/09/2026 às 21h00

A indústria automotiva nos Estados Unidos intensificou a pressão sobre o poder legislativo para barrar de vez a entrada de veículos fabricados na China. A Aliança para a Inovação Automotiva, grupo que reúne as principais marcas com fábricas e operações locais no país, formalizou um pedido ao Congresso para que seja aprovada uma lei de proibição definitiva a esses produtos. O setor industrial argumenta que a medida é urgente e deve ser votada antes do encerramento da atual sessão parlamentar.

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O principal argumento levantado pelas montadoras envolve aspectos ligados à segurança nacional e à proteção de dados. No documento enviado aos parlamentares, a entidade destaca que os carros modernos vindos do mercado chinês contam com sistemas avançados de conectividade contínua à internet e múltiplos sensores e câmeras integrados. Os fabricantes expressam forte receio de que essa infraestrutura digital seja empregada na coleta sistemática de informações sigilosas, dados pessoais de motoristas e registros estratégicos da malha viária, com o conteúdo sendo repassado para fora do país.

Embora o comércio de veículos chineses já sofra com severas barreiras comerciais e sobretaxas no território norte-americano, os executivos defendem que apenas uma legislação restritiva e abrangente pode fechar o cerco de forma permanente. Contudo, a aplicação de um veto desse porte apresenta impasses complexos.

O projeto em discussão pode acabar afetando indiretamente corporações tradicionais e globais que possuem vínculos societários ou parcerias comerciais com o empresariado chinês. Por causa disso, a indústria reforça a necessidade de que os legisladores encontrem um alinhamento equilibrado para resguardar a soberania nacional sem desestabilizar a cadeia produtiva instalada no país.

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