EUA utilizam aviões militares com pintura de jatos comerciais para realizar ataques na Venezuela?

Governo Trump defende estratégia contra narcotráfico, mas especialistas alertam para risco à aviação comercial global

Boeing 327634 AAL 73710 InFlight 1356046218 1023 scaled jpg
Aeronaves modificadas mantêm a aparência de voos comerciais para realizar aproximações sem serem detectadas (Foto: Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 20/01/2026 às 11h00

O governo dos Estados Unidos enfrenta questionamentos da comunidade internacional pelo uso de aeronaves militares camufladas como aviões comerciais em operações de combate. A estratégia, empregada na costa da Venezuela, permitiu que forças americanas realizassem ataques surpresa contra embarcações, o que, segundo especialistas, viola as leis de conflitos armados.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

O episódio central da controvérsia, relatado pela imprensa norte-americana, ocorreu em 2 de setembro de 2025, quando uma aeronave do Pentágono, sem identificação militar visível, bombardeou um navio suspeito de narcotráfico, resultando na morte de 11 pessoas.

VEJA TAMBÉM:

Acusação de perfídia e risco jurídico

A principal discussão jurídica gira em torno do conceito de perfídia: o ato de enganar o adversário simulando uma condição protegida — no caso, a de uma aeronave civil — para realizar um ataque. Pela Convenção de Genebra e leis humanitárias internacionais, a prática é proibida e configura crime de guerra.

No ataque relatado, a aeronave não exibia a pintura militar padrão e operava com armamentos ocultos na fuselagem. Modificações estruturais, como compartimentos internos invisíveis externamente, permitiram o lançamento de munições sem que o alvo percebesse a ameaça iminente.

Publicação de Trump na rede social "truthsocial" sobre o ocorrido
Publicação do Presidente Donald Trump sobre o ocorrido (Foto: Reprodução)

Abaixo, o vídeo publicado pelo presidente dos Estados Unidos sobre a operação de 2 de setembro:

Expansão regional e defesa americana

A ofensiva de setembro não foi um caso isolado. Desde então, foram registrados ao menos 35 ataques similares, totalizando 123 mortos. A estratégia, justificada pelo combate a cartéis narcoterroristas, expandiu-se da Venezuela para rotas que envolvem Colômbia, México e Cuba.

O governo de Donald Trump sustenta que as operações são legítimas medidas de segurança nacional contra grupos ligados à administração de Nicolás Maduro, argumentando que as regras tradicionais de guerra não se aplicariam a ações de combate ao crime organizado.

Entretanto, analistas alertam para um efeito colateral perigoso: ao militarizar a aparência de jatos civis, os EUA colocam em risco a segurança da aviação comercial global, tornando aviões de passageiros alvos potenciais por engano em zonas de conflito.

Newsletter
Receba semanalmente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
1 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Beto 20 de janeiro de 2026

E do navio militar chines, fantasiado de cargueiro para tinha misseis e sistemas espionagem?? Ninguém fala nada?!

Avatar
Deixe um comentário