Ferrari Luce tem preço anunciado e custa R$ 400.000 a menos que o previsto
Estimativas apontavam R$ 3,2 milhões; com quatro motores e 1.050 cv, a Luce tem a produção de 2026 esgotada e chega ao Brasil no ano que vem
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 24/10/2026 às 19h00
A Ferrari divulgou o preço da Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, nos Estados Unidos, e o valor ficou abaixo do esperado.
O modelo custará cerca de R$ 2,8 milhões (US$ 560.800) no mercado norte-americano. Estimativas feitas a partir do preço europeu apontavam algo perto de R$ 3,2 milhões (US$ 640 mil) — diferença de cerca de R$ 400 mil.
As entregas nos EUA começam no segundo trimestre de 2027. A Luce também está confirmada para o Brasil no ano que vem, segundo a Autoesporte, mas o preço nacional ainda não foi divulgado.
Mesmo mais barata que o previsto, a Luce está longe de ser acessível. E já tem fila: a Ferrari vendeu toda a produção prevista para 2026.
A primeira unidade de série, chamada de Chassis 0, foi arrematada em agosto por cerca de R$ 200 milhões (US$ 40 milhões) em um leilão beneficente nos EUA, mais de 70 vezes o preço de tabela.

Quatro motores e rodas recordes
Desenvolvida com a colaboração do estúdio LoveFrom, de Jony Ive (ex-chefe de design da Apple) e Marc Newson, a Luce tem quatro motores elétricos, um para cada roda, que somam 1.050 cv. Segundo a Ferrari, ela vai de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
A bateria de 122 kWh garante autonomia estimada em cerca de 450 km no ciclo da EPA, agência ambiental dos EUA que, como o Inmetro aqui, mede o consumo dos carros. A marca afirma ainda que a Luce tem o menor coeficiente de arrasto entre seus carros de rua.

Com 5,03 m de comprimento, é a Ferrari mais longa já feita, 5,3 cm maior que o SUV Purosangue. Também traz as maiores rodas já usadas em um carro de rua da marca, de 23 polegadas na frente e 24″ atrás, e o primeiro banco traseiro inteiriço da Ferrari, para três pessoas.
Como não há câmbio convencional, as borboletas atrás do volante não trocam marchas: a da esquerda regula a intensidade da frenagem regenerativa, que recupera energia nas desacelerações, e a da direita libera o torque em etapas.
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