Durante feriado na China, fabricante Nio atingiu recordes do seu sistema que troca a bateria de carros elétricos ao invés de recarregá-las
Impulsionada pelo intenso fluxo de viagens do Ano Novo Lunar, a montadora chinesa Nio registrou recordes diários de trocas de bateria por quatro dias consecutivos em fevereiro de 2026. O pico de demanda foi atingido no sábado (21), com a impressionante marca de 175.976 substituições em 24 horas. Em termos práticos, a rede atendeu a um veículo a cada meio segundo na China, atestando a capacidade de sua infraestrutura de trocas sob demanda extrema.
A sequência de recordes começou no dia 18 de fevereiro, com 158.290 trocas, volume que cresceu gradativamente até o ápice no dia 21. O feito ocorre no mesmo mês em que a companhia celebrou a marca histórica de 100 milhões de trocas realizadas desde a sua fundação, validando de vez o modelo de bateria substituível no maior mercado automotivo do mundo.
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O sistema da Nio evoluiu de forma expressiva desde 2018. Nas primeiras estações instaladas, o processo de substituição levava quase cinco minutos, os compartimentos armazenavam apenas cinco baterias e a capacidade diária não passava de 120 atendimentos, exigindo inclusive auxílio manual para o posicionamento adequado dos carros.
Atualmente, com a implementação das unidades de quarta geração, o tempo de troca física despencou para apenas 2 minutos e 24 segundos. A capacidade de armazenamento saltou para 23 baterias por ponto, o que permite a realização de até 480 atendimentos diários em cada local, agilizando o fluxo de clientes de forma inédita.

Em todo o território chinês, a Nio já opera mais de 8.600 estações, das quais 3.700 são exclusivas para a troca de baterias e cerca de mil estão instaladas estrategicamente ao longo de rodovias. Essa capilaridade viabiliza viagens de longa distância sem a chamada “ansiedade de autonomia”, conectando as rodovias de 16 grandes aglomerados urbanos e mais de 550 cidades.
Para 2026, o cronograma da montadora prevê o início da construção em larga escala das estações de quinta geração e a adição de mil novas unidades à rede. O plano também contempla a inauguração de uma rota elétrica de 3.133 quilômetros rumo ao oeste, a Rota da Seda, que contará com 33 estações dedicadas. A expansão reforça a tese de que a infraestrutura de troca rápida é escalável e representa uma solução concreta para o futuro da mobilidade elétrica sustentável.
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