Investigação revela esquema sofisticado de desmanche e tráfico internacional; grupo furtou 53 veículos de luxo da Toyota apenas em 2025
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (3), a Operação Império, desarticulando uma das estruturas criminosas mais sofisticadas do país voltada ao furto de picapes de luxo. Com foco exclusivo nos modelos Toyota Hilux e SW4, o grupo foi alvo de uma ação coordenada pela Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV/Corpatri), que cumpriu 110 mandados judiciais no Distrito Federal, Ceará, Goiás e Rio de Janeiro.
A estratégia central da operação foi a asfixia financeira da liderança. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 15,9 milhões em bens e contas bancárias, montante equivalente ao prejuízo estimado causado pelo furto de 53 veículos apenas no início de 2025. O sequestro de patrimônio visa impedir que o capital ilícito financie a reestruturação do bando.
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As investigações, que se estenderam por 11 meses, revelaram uma organização hierarquizada, descrita pelos investigadores como uma “empresa do crime”. Os furtos não eram aleatórios, mas realizados sob encomenda, utilizando tecnologia para burlar os sistemas de segurança originais da montadora japonesa e ligar os veículos em poucos minutos.
Após a subtração, a logística do crime se dividia em duas frentes lucrativas. Parte da frota era encaminhada para oficinas de fachada, onde ocorria o desmanche imediato. As peças, de alto valor agregado, eram reinseridas no mercado ilegal de autopeças ou comercializadas em plataformas digitais de vendas, dificultando o rastreio.
A segunda vertente envolvia o tráfico internacional. Caminhonetes íntegras eram transportadas para regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Lá, funcionavam como “moeda forte”, sendo trocadas diretamente por carregamentos de drogas e armas, que retornavam aos grandes centros urbanos brasileiros.
A ofensiva policial resultou em 20 prisões preventivas e 23 temporárias, atingindo desde os executores dos furtos até os operadores financeiros e logísticos. Os acusados responderão por furto qualificado, lavagem de dinheiro, adulteração de sinal identificador e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
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