Geely apresenta bateria que se recarrega em 4 minutos e diz ter superado a BYD

Com recarga de 10% a 70% em pouco mais de 4 minutos, fabricante chinesa desafia limites físicos e abre disputa com rivais orientais

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Segredo da Geely é evitar queda de potência à medida que a bateria está quase cheia (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 09/04/2026 às 15h00

A fabricante chinesa Geely alega ter estabelecido um novo recorde global de velocidade de carregamento para veículos elétricos com sua tecnologia de 900V denominada “Energee Golden Brick”. Implementada no sedã de luxo Lynk & Co Z10, a inovação permitiu superar as marcas da concorrente direta BYD, registrando tempos de recarga que desafiam os padrões atuais do mercado global.

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Em testes de desempenho, a bateria de 95 kWh da Geely demonstrou uma capacidade superior de absorção de energia em comparação à tecnologia de lâminas da concorrência. O sistema completou o intervalo de 10% a 70% de carga em apenas 4 minutos e 22 segundos, enquanto a bateria “Blade” de segunda geração da BYD necessitou de aproximadamente 5 minutos para o mesmo volume. No ciclo de 10% a 80%, o modelo registrou 5 minutos e 42 segundos, alcançando 97% da capacidade total em menos de nove minutos.

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Infraestrutura e durabilidade

O diferencial técnico da Geely reside na manutenção de altas potências de entrada mesmo em estágios avançados de preenchimento das células. O sistema registrou um pico de carregamento de 1.100 kW e manteve fluxos constantes de 350 kW até o fim do processo, um índice raramente alcançado por modelos ocidentais. Entretanto, a viabilidade prática da tecnologia depende de estações ultra-rápidas; embora a marca esteja expandindo sua rede de 800V, a cobertura atual ainda é inferior à da BYD.

A obsessão pela velocidade extrema, contudo, é acompanhada de questionamentos sobre a integridade dos componentes a longo prazo. Markus Fallböhmer, chefe de produção de baterias da BMW, expressou cautela sobre a priorização da rapidez em detrimento de outros pilares do setor. Segundo o executivo, otimizar baterias exclusivamente para recargas rápidas pode comprometer a longevidade das células, elevar custos e reduzir a densidade energética, o que impactaria diretamente a autonomia e a segurança dos veículos.

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