Sem querer, Donald Trump deu a ajuda que Elon Musk precisava na Tesla

Escalada do preço do combustível veio após Donald Trump atacar o Irã; com o prolongamento da guerra, mais americanos se interessam em carros elétricos

Donald Trump e Elon Musk sentados em um Tesla Model S vermelho com as portas abertas
Montadora registra aumento nas entregas em cenário de gasolina cara e fim de incentivos fiscais (Foto: Mandel Ngan | AFP via Getty Images)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 07/04/2026 às 22h00

Após um período de incerteza no mercado norte-americano, o setor de veículos elétricos deu sinais de vigor no primeiro trimestre de 2026. A Tesla, líder do segmento, registrou crescimento nas entregas globais, impulsionada sobretudo pela nova escalada nos preços dos combustíveis fósseis, que voltou a alterar as prioridades de consumo nos Estados Unidos.

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O desempenho positivo contrasta com o recente encerramento dos incentivos fiscais federais, que reduziam o custo dos modelos em até US$ 7.500. Embora a retirada do benefício tenha inicialmente freado as vendas, o encarecimento da gasolina serviu como um catalisador reverso, estimulando motoristas a buscarem alternativas com menor custo de rodagem.

Isso ocorre desde o início do mês passado, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, em guerra que desenrolou no fechamento do estreito de Ormuz, por onde se escoa 20% de todo o petróleo do planeta.

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Analistas apontam que, embora a transição energética não seja linear, a correlação entre os custos na bomba e o interesse por eletrificados tornou-se evidente nos últimos meses. Além da Tesla, outras marcas colhem resultados: a Hyundai viu a demanda pelo Ioniq 5 subir, enquanto a Kia expandiu seu volume de elétricos no período. Na General Motors, a divisão de luxo Cadillac avançou na eletrificação, equilibrando a queda nos modelos convencionais da empresa.

O cenário atual favorece também os híbridos, nicho dominado por Toyota e Honda, enquanto gigantes como Ford e Stellantis ainda enfrentam o desafio de reduzir a dependência de picapes e SUVs de grande porte movidos a combustão.

Apesar da tendência de alta, o preço de entrada permanece como a principal barreira. Para contornar os valores elevados dos zero-quilômetro, o mercado de seminovos tornou-se uma válvula de escape. Segundo dados da Cox Automotive, a venda de elétricos usados cresceu expressivamente no início do ano, consolidando uma maior aceitação cultural e tecnológica desses veículos, em um movimento que se aproxima do amadurecimento observado no mercado europeu.

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5 Comentários
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Jose Carlos Lobo Barbosa 9 de abril de 2026

Espero que os motores a combustão continuem a se desenvolverem, serem vendidos e convivam com os todos os outros tipos de motores e veículos!

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Gustavo 8 de abril de 2026

Esta certo ele em beneficiar empresas do seu país, ao contrário do nosso ladrao aqui que da de mao aberta tudo aos chineses sem nada em troca, além e somente dos benefícios próprios qye ele recebe

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Georges 8 de abril de 2026

Neofascistas se entendem e se ajudam até sem querer. A ideologia é essa.

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Tf 8 de abril de 2026

E neo os NeoJumentistas so sabem brigar..kkkkkkk

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Tiburtino Lacerda 8 de abril de 2026

Pode até ser, que num primeiro momento, a Tesla seja beneficiada. pois já possui estrutura consolidada, em Tio Sam. Mas, no futuro, o eventual interesse dos compradores americanos por carros elétricos, vai se traduzir em massivas vendas dos veículos chineses, que possuem muito melhor custo/benefício.

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