Geely inicia vendas diretas no Brasil com desconto de até 11% para empresas
Programa vale para pessoas jurídicas, taxistas e PcD, com preços a partir de R$ 104.212 e financiamento em até 36 meses
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 03/09/2026 às 08h00
Atualizado em 03/09/2026 às 08h13
A Geely iniciou seu programa de vendas diretas no Brasil, com desconto de até 11% para pessoas jurídicas, somado às isenções fiscais previstas em lei para taxistas e pessoas com deficiência (PcD). Com as novas condições, o hatch elétrico EX2 parte de R$ 104.212, e o SUV híbrido plug-in EX5 EM-i chega a ficar R$ 41.157 mais barato que a tabela.
As ofertas valem desde julho de 2026 nas 40 concessionárias da marca no país. Entram no programa os elétricos EX2 e EX5 e o EX5 EM-i, este último sem a versão Max. Segundo Alex Caetano, head de Vendas e Rede da Geely do Brasil, a iniciativa busca ampliar o acesso de clientes profissionais e PcD à linha eletrificada da marca.
Quanto custa cada versão
Os maiores abatimentos vão para os taxistas, que acumulam mais isenções: o EX2 Pro sai por R$ 104.212 e o EX2 Max, por R$ 115.155. Entre os SUVs elétricos, o EX5 Pro custa R$ 167.505 e o EX5 Max, R$ 185.840. O híbrido EX5 EM-i Pro é oferecido por R$ 148.833, contra R$ 189.990 da tabela, enquanto o EX5 EM-i Ultra sai por R$ 184.085.
Na venda direta a empresas, os valores são de R$ 116.372 (EX2 Pro), R$ 128.592 (EX2 Max), R$ 183.162 (EX5 Pro), R$ 212.252 (EX5 Max), R$ 174.791 (EX5 EM-i Pro) e R$ 216.191 (EX5 EM-i Ultra).
Para PcD, só três configurações têm preço anunciado: EX2 Pro (R$ 120.580), EX2 Max (R$ 133.242) e EX5 EM-i Pro (R$ 172.210). Como o EX2 é tabelado acima de R$ 120 mil, as isenções não são integrais — o que explica o valor PcD acima do praticado na venda a empresas.
Os descontos valem para pagamento à vista, financiamento, leasing e consórcio, com parcelamento em até 36 meses e taxa a partir de 0,99% ao mês. O EX2 também segue no Move Brasil, programa federal, nas versões Pro e Max, mas os benefícios não são cumulativos.
Passo antes da produção nacional
A política de vendas diretas aproxima a Geely da estratégia já adotada pela BYD, sua principal rival chinesa no país, e antecede a nacionalização. A marca pretende montar o EX2 e o EX5 EM-i em São José dos Pinhais (PR) antes do fim de 2026, na fábrica da Renault, cuja operação brasileira teve 26% do capital adquirido pelo grupo chinês.
O EX2 é o modelo de maior apelo do trio: segundo a Geely, o hatch liderou as vendas de automóveis na China em 2025 e virou o segundo elétrico mais vendido do Brasil 16 dias após a estreia. Conforme a versão, traz sistemas de assistência à condução (ADAS), câmera panorâmica de 540 graus e banco do motorista com ajuste elétrico. O EX5 usa a arquitetura GEA e é vendido em mais de 90 países. Já o EX5 EM-i, primeiro híbrido plug-in da Geely no Brasil, entrega 262 cv e 38,7 kgfm, acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e tem autonomia combinada de até 1.300 km no ciclo NEDC.
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