Golpe do free flow: mais de 400 sites falsos para o pagamento do pedágio já são conhecidos
Empresa de cibersegurança mapeou centenas de páginas que imitam sistemas de pedágio e cobram tarifas falsas via Pix; veja como se protege
Publicado em 10/09/2026 às 15h00
Nos primeiros meses de 2026, foram identificados mais de 400 sites falsos, que simulam páginas para o pagamento do pedágio free flow para roubar dinheiro dos motoristas. O número é oito vezes maior que os cerca de 50 domínios mapeados pela Kaspersky em fevereiro, no primeiro alerta do levantamento.
Fundada em 1997, a Kaspersky é uma empresa global de cibersegurança, conhecida no Brasil por seus antivírus, com equipe dedicada a rastrear golpes digitais na América Latina. Segundo a empresa, a fraude começa quando o motorista busca serviços de quitação de pedágio em buscadores e clica em anúncios patrocinados ou links de redes sociais.
As páginas imitam plataformas oficiais e, ao receber a placa, exibem dados corretos do carro e um suposto débito de valor baixo, compatível com uma tarifa real. O pagamento é feito via Pix e cai em contas de laranjas em fintechs pouco conhecidas, com o nome do recebedor mudando sempre para dificultar o rastreamento.
“Em poucos meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos, o que indica uma operação altamente escalável e provavelmente automatizada”, afirma Fabio Assolini, pesquisador-chefe de segurança da Kaspersky para a América Latina.
Como pagar o free flow sem cair em golpe
Quem tem tag não precisa fazer nada: a leitura é automática e o valor entra na fatura. Sem tag, o pórtico registra a placa e o motorista tem 30 dias para quitar a tarifa, prazo definido pela Resolução 6.079/2026 da ANTT. Depois disso, a pendência vira infração grave por evasão de pedágio, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Uma série de boas práticas são consenso entre especialistas da internet como eficazes para evitar fraudes:
- pague apenas nos canais oficiais: site, aplicativo ou totens da concessionária do trecho;
- digite o endereço da concessionária no navegador em vez de clicar em anúncios;
- antes de confirmar o Pix, confira o recebedor: transferência para pessoa física é sinal de fraude;
- desconfie de cobranças por WhatsApp, SMS ou e-mail: segundo a ANTT, nem a agência nem as concessionárias usam esses canais.
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