Grande aumento das vendas da GM, fez a chefe da empresa ganhar três vezes mais que chefe da Ford

Enquanto a General Motors registrou alta expressiva nas vendas e disparou na bolsa de valores, a remuneração de sua liderança bateu recordes históricos

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Mary Barra, CEO da General Motors, teve sua remuneração impulsionada pelo forte desempenho das ações da montadora no mercado financeiro. (Foto: Reprodução)
Por João Paulo Profeta
Publicado em 11/10/2026 às 07h00

A remuneração dos principais executivos da indústria automotiva norte-americana voltou a atrair os holofotes. No ano passado, Mary Barra, CEO da General Motors, alcançou um pacote salarial total de US$48,2 milhões — o que representa um salto impressionante de 61,7% em comparação com os US$29,8 milhões acumulados no período anterior. Trata-se do maior valor recebido pela executiva desde que assumiu o comando da fabricante em 2014.

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O salário base da executiva permanece inalterado no valor de US$2,1 milhões anuais desde 2017. O aumento histórico do contracheque veio impulsionado pelo excelente desempenho da GM no mercado financeiro e nas vendas. A montadora cresceu 6% nos Estados Unidos, totalizando 2,83 milhões de veículos comercializados, superando de forma isolada os números da rival Ford. Com o avanço das ações — que começaram o ano negociadas abaixo dos US$52 e encerraram acima de US$83 —, os ganhos com opções e premiações em ações dobraram.

Do outro lado da comparação, Jim Farley, presidente da Ford, viu seus rendimentos encolherem. O executivo fechou o ano passado com um pacote de US$16,7 milhões, cerca de um terço do faturamento de sua concorrente direta na GM e uma queda de 39,4% frente aos US$27 milhões reportados no ano anterior. Assim como Barra, o salário base de Farley se manteve estável em US$1,7 milhão, com o restante do montante composto por bônus e premiações em ações.

O cenário também movimentou outras marcas locais, como a Rivian. Embora boatos iniciais tenham circulado indicando ganhos astronômicos para o fundador RJ Scaringe, apurações especializadas esclareceram que o executivo faturou na realidade “apenas” US$ 12,3 milhões no período, visto que pacotes de ações adicionais só serão liberados caso a empresa atinja metas agressivas de valorização na próxima década. A disparidade entre os salários das cúpulas e o ritmo de reajuste da base de funcionários continua gerando debates no setor.

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