Honda WR-V deve ganhar reestilização com teto solar e versão híbrida
Reestilização chega em outubro ao mercado indiano, mas o utilitário nacional só deve receber as mudanças estéticas depois de 2028
Publicado em 09/09/2026 às 16h00
O Honda WR-V, lançado no Brasil em outubro de 2025, já vai mudar na Ásia, adiantando o que pode chegar aqui em breve. Vendido na Índia como Honda Elevate, o SUV compacto recebe sua primeira reestilização em outubro, com teto solar panorâmico, ar-condicionado de duas zonas e bancos ventilados na lista de equipamentos, além de uma versão híbrida prevista para a linha 2027. A informação é do site Autocar India, e a antecipação da renovação tem um motivo claro: vendas abaixo do esperado.
Com média de 1.900 emplacamentos por mês e cerca de 17 mil unidades acumuladas nos últimos dez meses, o modelo ficou para trás na disputa com Hyundai Creta, Kia Seltos e Toyota Hyryder. A resposta da fabricante passa por incluir itens de conveniência e assistência que as rivais oferecem há mais tempo.
Teto solar panorâmico e Honda Sensing mais acessível
Na cabine, além do teto solar, entram novos revestimentos de bancos, padrão de acabamento modificado, ajuste elétrico para o passageiro e central multimídia revisada. Não é detalhe menor: na avaliação do AutoPapo no lançamento brasileiro, o acabamento simples (que não é igual, mas parecido com o do modelo indiano) foi apontado como um dos pontos fracos do utilitário.
A segurança também muda de patamar nas versões mais baratas do catálogo indiano, que passam a receber o pacote Honda Sensing — com frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa — combinado a câmera com visão de 360 graus de fábrica.
Por fora, as alterações se concentram nas extremidades, estratégia comum em reestilizações para evitar custos altos de lataria. A dianteira ganha grade reformatada, para-choques inéditos e nova distribuição interna das luzes de led nos faróis. Atrás, as lanternas recebem assinatura luminosa diferente, e as rodas de liga leve passam a ter 17 polegadas.
Híbrido e:HEV é a mudança de fundo
A mecânica atual segue intacta: motor 1.5 aspirado a gasolina de quatro cilindros, com 121 cv e 14,8 kgfm, associado a câmbio manual de seis marchas ou automático CVT — o mesmo conjunto do sedã City. Para a linha 2027, porém, a imprensa local indica a chegada de uma variante com o sistema híbrido pleno e:HEV, que combina o mesmo 1.5 a propulsores elétricos e já equipa o City em outros mercados asiáticos. Seria a resposta da Honda à vantagem das concorrentes eletrificadas.
Na Índia, o SUV custa hoje entre R$ 63 mil e R$ 87 mil em conversão direta (1,18 milhão a 1,63 milhão de rúpias), valores que devem subir com os novos equipamentos.
Enquanto isso, o WR-V nacional é produzido em Itirapina (SP) e usa o 1.5 flex de injeção direta, com 126 cv e 15,8 kgfm no etanol, sempre com CVT — configuração que a versão indiana não tem. O pacote Honda Sensing, que na Índia está sendo democratizado agora, já é de série nas duas versões brasileiras, EX e EXL, oferecidas a partir de R$ 144.900 no lançamento. As mudanças estéticas, essas, só devem desembarcar no Brasil depois de 2028.
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