Irã coloca Tesla, Boeing e Apple em lista de alvos na guerra contra Estados Unidos e Israel

Forças iranianas classificaram empresas como Tesla, Apple e Microsoft como "alvos legítimos" por suposta colaboração em operações de inteligência

Cybertruck Delivery Fleet Dubai UAE Jan 2026
Tesla, Microsoft e Google estão entre as companhias citadas como possíveis alvos (Foto: Tesla | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 02/04/2026 às 16h00

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã elevou o tom das tensões geopolíticas no Oriente Médio ao ameaçar diretamente empresas gigantes de tecnologia dos Estados Unidos. Em comunicado oficial, a organização militar afirmou que companhias acusadas de colaborar com operações de inteligência e logística militar americana poderão se tornar alvos de retaliações diretas.

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A lista de empresas classificadas como “alvos legítimos” pelo regime iraniano inclui nomes como Tesla, Microsoft, Apple, Google, Meta, Intel, IBM, Nvidia e a fabricante de aeronaves Boeing. De acordo com a IRGC, a investida seria uma resposta à morte de lideranças militares iranianas em confrontos recentes na região, intensificando a retórica de guerra contra ativos civis americanos.

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Relatórios divulgados pelo portal norte-americano The Hill indicam que autoridades de segurança já orientaram a retirada imediata de funcionários dessas companhias em instalações críticas localizadas no Oriente Médio. O alerta estende-se a civis que residem ou trabalham em áreas próximas a centros de dados e escritórios dessas corporações, com a recomendação de busca por abrigos seguros diante da iminência de ataques.

No setor automotivo, a ameaça recai especificamente sobre a Tesla. Embora mantenha sua sede nos EUA, a montadora de Elon Musk tem expandido sua infraestrutura de carregamento e centros de distribuição em mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar. A inclusão da marca na lista reflete a percepção iraniana de que tecnologias de conectividade e satélites ligadas ao ecossistema da empresa possuem dualidade de uso militar.

Analistas internacionais alertam que a concretização de ofensivas contra infraestruturas corporativas civis representaria uma quebra de protocolo nos conflitos modernos, com potencial para desencadear contra-ataques massivos por parte de Washington. A crise coloca em xeque a segurança de operações comerciais globais e pode impactar o fornecimento de componentes tecnológicos essenciais.

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