Mal-entendido? Governo nega fim da isenção de impostos para carros PcD

Receita Federal esclarece que nova lei não atinge o benefício individual para compra de veículos de até R$ 200 mil

Carro com adesivo de motorista a bordo PCD
A isenção integral de IPI segue válida para veículos novos adquiridos por Pessoas com Deficiência até o fim de 2026 (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 10/04/2026 às 20h00

O Governo Federal veio a público para dissipar um rumor que gerou instabilidade no mercado automotivo na última semana. Segundo o Diário PcD, a Receita Federal esclareceu que a isenção integral do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para Pessoas com Deficiência (PcD) na aquisição de veículos de até R$ 200 mil permanece inalterada. A confirmação visa encerrar a insegurança jurídica provocada pela entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/2025, no dia 1º de abril.

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O mal-entendido teve origem em uma interpretação equivocada do artigo 4º da nova legislação. Entidades do setor e departamentos jurídicos de montadoras entenderam que o texto impunha um corte linear de 10% em benefícios fiscais, o que resultaria em uma taxação parcial para o público PcD. O ruído foi suficiente para que fabricantes enviassem comunicados às redes de concessionárias alertando sobre possíveis reajustes de preços.

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A Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef) classificou a interpretação inicial como um retrocesso à mobilidade. Em resposta, o governo explicou que o redutor de 10% previsto na norma refere-se ao controle global das metas de renúncia fiscal da União, sem aplicação direta sobre o direito individual garantido ao cidadão.

Com o esclarecimento, a isenção total de IPI continua regida pela Lei nº 8.989/1995, válida até 31 de dezembro de 2026. O teto de R$ 200 mil para o valor do veículo também permanece vigente. Segundo técnicos da Fazenda, a manutenção do incentivo é fundamental para a inclusão social, e a meta é que o benefício seja renovado no próximo ciclo, com a possibilidade de novos ajustes nos limites de preço conforme a inflação do setor.

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4 Comentários
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Reynaldo 15 de abril de 2026

Tô nem ai para o que você pensa amigo, vai aprender a ter educação primeiro. Não vou nem tro ar ideia com você, no mínimo é um daqueles trouxas que confia no governo e nos órgãos e funcionários públicos. Parabéns, continue assim. Fique meia hora em local público onde se estacionam somente pcds e verá por si mesmo.

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Nelson Carrico Filho 12 de abril de 2026

Isenção integral do IPI é uma excelente meia notícia, pois está faltando também as isenções integrais para IPVA, ICMS e rodizio de veículos. Este seria um passo importante para uma VERDADEIRA REFORMA TRIBUTÁRIA e não a porcaria que foi aprovada. Se o governo reduzir os impostos, diminui o custo de produção. Redução de custo permite que as empresas reduzam o preço final ao consumidor, o que resultará em aumento de vendas e, por tabela, haverá necessidade de aumentar a produção para atender à demanda. Essa mão de obra a mais acabará tornando-se consumidor, também. Com o aumento das vendas, haverá aumento da arrecadação de impostos. Numa etapa seguinte seria fundamental que acabassem com a tributação em todas as etapas da cadeia produtiva e também com os encargos trabalhistas. Isto já havia sido feito no governo de ITAMAR FRANCO, com grande sucesso.

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Reynaldo 12 de abril de 2026

Essa isenção deveria acabar mesmo, só vejo na grande maioria, aproveitadores da regra para comprar o carro barato, PCD mesmo são raros. Não que estejam errados em aproveitar a lei quando conseguem, afinal, o maior l@drao que existe é o governo.

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ÉRICO 15 de abril de 2026

Ah, vc viu mesmo algum aproveitador?!? O laudo tem que ser de médico especialista inscrito no SUS e auditado por um delegado da Receita Federal, depois vai para auditoria interna da fabricante, e só após aprovado, vai para nova auditoria da Fazenda Estadual… E VC CONHECE UMA GRANDE MAIORIA QUE BURLOU TUDO ISSO??? pára de falar m@rd@ safado fariseu, devia provar isso que vc acusou!

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