Com design de ficção científica e proteção balística alemã, unidades móveis substituem viaturas nas rodovias e trazem punições severas para infratores
O Condado de Montgomery, no estado de Maryland (EUA), iniciou a operação de novas unidades móveis de fiscalização de trânsito que têm chamado a atenção tanto pelo visual quanto pela robustez. Apelidados de “radares Cybertruck” pelos moradores devido ao design prateado e angular, os dispositivos são oficialmente chamados de Poliscan Enforcement Trailer e se assemelham a veículos blindados dignos de filmes de ficção científica.
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Fabricados pela empresa alemã Vitronic, os seis novos radares representam uma resposta direta a um histórico local de depredação. Diferentemente das câmeras convencionais instaladas em postes, essas unidades funcionam como fortalezas móveis: contam com estrutura reforçada e vidro à prova de balas para proteger as lentes e os sensores de alta precisão. O objetivo, segundo a fabricante, é garantir “proteção ideal” contra danos intencionais.

A adoção dos equipamentos marca uma mudança operacional estratégica na logística de fiscalização do condado. Enquanto as antigas câmeras móveis exigiam a presença de uma van estacionada com um policial de prontidão, os novos trailers operam de maneira 100% autônoma. Eles são monitorados de forma remota e podem ser realocados rapidamente para as chamadas “redes de alto risco de lesões”, vias onde o excesso de velocidade se tornou um problema sistêmico.
Essa atualização tecnológica integra um plano de expansão substancial do controle de tráfego automatizado em Montgomery. Ao todo, a administração local prevê a instalação de 140 novos radares de velocidade — incluindo 96 dispositivos portáteis menores e 38 câmeras fixas voltadas especificamente para zonas escolares —, além de 76 equipamentos focados em flagrar avanços de semáforo vermelho.
Junto à modernização da frota de fiscalização, Maryland também ajustou o sistema de cobranças para desencorajar o excesso de velocidade com maior rigor. O antigo formato de taxa fixa foi substituído por punições progressivas, que pesam no bolso do motorista a depender da gravidade da infração:
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