Não existe mais acidente de trânsito, agora é sinistro de trânsito; entenda a diferença

Substituição da nomenclatura, que já está prevista no Código de Trânsito e na ABNT, chama atenção para segurança viária

acidente de transito SPVAT Foto: Shutterstock | AutoPapo
A escolha do termo sinistro de trânsito tem como objetivo promover uma abordagem mais realista sobre essas ocorrências. (Foto: Shutterstock | AutoPapo)
Por Julia Vargas
Publicado em 06/04/2026 às 09h00

Quando acontece uma colisão, atropelamento ou outro tipo de ocorrência que envolve veículos, as pessoas normalmente denominam a situação como um “acidente de trânsito”. Apesar de ser o termo mais usado e conhecido, agora, o mais adequado é utilizar “sinistro de trânsito”. Essa alteração vai além da linguagem e reflete uma nova forma de encarar a segurança viária no país.

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A mudança começou em 2020, quando a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a revisão da NBR 10697/2018. A organização redefiniu os termos técnicos relacionados ao trânsito, fazendo a substituição, que na época foi comemorada pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).

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A associação médica ressaltou que a adoção do termo sinistro e a requalificação dessa norma seria uma vitória importante para as ações e políticas voltadas à preservação da vida no trânsito. Em seguida, em 2023, a Lei 14.599/23 alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para substituir no texto legal o termo “acidente” por “sinistro” de trânsito.

Por que falar sinistro de trânsito e não mais acidente?

O objetivo principal dessa alteração é incentivar uma visão mais crítica e responsável sobre as ocorrências nas vias. Ao longo dos anos, o uso do termo “acidente” tem sido questionado por especialistas e organizações dedicadas à segurança viária.

A substituição começa pela definição, já que o uso da a antiga nomenclatura transmite a ideia de inevitabilidade, como se os fatos não pudessem ser prevenidos. Diferente de “acidente”, o termo “sinistro” abrange todos os eventos que resultam em danos materiais, lesões a pessoas ou animais, e possíveis prejuízos ao ambiente ou estrutura viária.

A definição inclui, por exemplo, colisões, incêndios, roubos e até ocorrências provocadas por fenômenos naturais, abrangendo um conceito mais amplo e técnico. Além disso, a expressão reforça que muitos desses episódios podem ser evitados por meio de comportamentos mais seguros no trânsito.

No entanto, a substituição do termo “acidente” por “sinistro” não é apenas uma questão semântica, mas sim uma mudança de paradigma na forma como os incidentes no trânsito são encarados. Ao adotar uma linguagem mais precisa e consciente, é possível contribuir significativamente para a redução dos índices de sinistralidade e para a promoção de um trânsito mais seguro.

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5 Comentários
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GLEYDSON DIAS 7 de abril de 2026

A geração nuttela querendo mudar tudo, nome de coisas, nome de situações, porque para eles tudo que deu certo até hoje e errado, quando se fala acidente já obvio o que e é de facil entendimento para até uma pessoa analfabeta, mas essa geração se acha demais, até parece que são os que mais estudam…recentemente vi um programa de entrevista, e moça de 22 anos estava sendo entrevista, numa fala dela sobre os irmãos, ela falou irmões, resumindo, não estudam e mesmo assim se acham os certos, e os poucos que até estudam, querem saber mais que todo mundo, um tempo atrás estava conversando pelo Whats com uma moça, e toda palavra que ela escrevia ela colocava ponto final, ai ela me chamou atenção que eu não colocava ponto final no final de cada palavra, respondi a ela que ponto final se colocava em final de frase pra quê, fui considerado por ela como analfabeto……….então essa geração quer mudar tudo, palavras, coisas, tudo, porque eles tudo desde a criação esta errado

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Gabriel 7 de abril de 2026

Linguagem de seguradora… Escreve o que eu tô falando, vem aí o seguro obrigatório total, que será conhecido como dpvatão ou dpvat de 1500 reais…

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Alguém 7 de abril de 2026

Pode ficar tranquilo que vai continuar a mesma carnificina de sempre no trânsito.

Tem que ser muito ruim das ideias pra achar que mudar o termo vai trazer alguma mudança de consciência ao povo.
As autoridades vão seguir incompetentes e omissas, o povo vai seguir mal educado e imprudente.

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Cansado 6 de abril de 2026

Não! Vou continuar a me referir como acidente! Não gosto de mudanças, ainda mais quando não faz a menor diferença na vida!

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GLEYDSON DIAS 7 de abril de 2026

a palavra acidente e a mais correta, e a mais adequada para a situação, até um pessoa leiga, analfabeta sabe o que e uma acidente, mas essa mudança e por causa da geração nuttela que acha que tudo esta errado, e eles que são os certo……antigamente o apocalipse era algo para dar medo, hoje e para dar esperança

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