O fim do volante redondo? Mercedes cria manche eletrônico dispensa cabos e melhora baliza

Inspirada na aviação, tecnologia da Mercedes resolve falhas de rivais e permite manobras completas sem cruzar as mãos

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Tecnologia inspirada na aviação elimina conexão mecânica e promete mais precisão (Fotos: Mercedes-Benz | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 13/04/2026 às 16h00

A Mercedes-Benz apresentou um sistema de direção eletrônica (steer-by-wire) que elimina a conexão física entre o volante e as rodas, substituindo a tradicional coluna de direção por impulsos digitais. A tecnologia, inspirada na aviação, estreia como opcional na linha renovada do sedã elétrico EQS, com lançamento previsto para o mercado americano ainda este ano.

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Diferente dos sistemas convencionais, a configuração utiliza sensores e atuadores para transmitir os comandos do motorista. Para mitigar riscos de falhas elétricas, o conjunto dispõe de dois canais independentes de sinal. Caso ambos apresentem problemas, o sistema de esterçamento das rodas traseiras (de até 10°) assume a função de guiar o veículo até uma parada segura, garantindo o controle direcional mínimo.

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O principal destaque da inovação é a adoção de um volante em formato de manche (yoke). Ao contrário de soluções similares criticadas em modelos da Tesla, a Mercedes utiliza uma relação de direção variável. Em baixas velocidades, o sistema torna-se extremamente direto, permitindo que o curso total de batente a batente seja de apenas 180 graus. Isso elimina a necessidade de cruzar as mãos em curvas fechadas ou balizas.

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O design do componente remove as seções superior e inferior do aro, mantendo as laterais fechadas para induzir o posicionamento correto das mãos às “9h15”. Em avaliações dinâmicas iniciais, o mecanismo demonstrou respostas ágeis e funcionamento fluido em circuitos de slalom, embora a sensibilidade da direção, somada ao auxílio traseiro, exija um período de adaptação do condutor.

Embora o sedã funcione como vitrine tecnológica, a aplicação do steer-by-wire parece promissora para veículos esportivos, onde a precisão e a eliminação de vibrações da coluna são valorizadas. A aceitação final dependerá da capacidade da marca em replicar a sensibilidade tátil das colunas mecânicas em velocidades de rodovia.

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2 Comentários
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Nelson Carrico Filho 14 de abril de 2026

Seria importante que as montadoras estudassem um modo de substituir o volante tradicional, incluindo acionamento de freio e acelerador por comando manual. Isto ajudaria uma parcela expressiva de PCDs com limitação dos membros inferiores a conseguir dirigir de maneira mais confortável.

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jorge luis bogdanov kussarev.'. 14 de abril de 2026

Mais uma porção de dispositivos elétricos sujeitos a falhas…desgaste…panes.
Brinquedo de rico ?

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