Petrobras Distribuidora lança lubrificante para transmissões CVT

Batizado de Lubrax CVTF, novo produto é totalmente sintético e já está está em fase de distribuição para todo o país

Por AutoPapo28/03/19 às 13h15

A Petrobras Distribuidora está lançando um lubrificante indicado especificamente para transmissões automáticas do tipo CVT (Continuous Variable Transmissions). Batizado de Lubrax CVTF, o novo produto é totalmente sintético e, segundo o fabricante, já está sendo distribuído para todo o país. A formulação traz agentes modificadores de fricção, para proporcionar menos trepidações, ruídos e nível de desgaste de polias e correias.

O consultor da gerência de Tecnologia e Desenvolvimento de Lubrificantes da Petrobras Distribuidora, Marco Antônio Gonzalez, explica que o lançamento do Lubrax CVTF está em linha com os avanços tecnológicos na indústria automotiva no país, que não consideraram isoladamente o motor para o atingimento das metas de redução do consumo de combustível e das emissões, mas sim incorporaram o sistema de transmissão para alcançar esse objetivo.

O consultor lembra que, embora as transmissões automáticas CVT tenham sido uma novidade no Brasil a partir dos anos 2000, o seu conceito é muito antigo, idealizado por Leonardo da Vinci, no século XV.

Muito tempo depois, já no século XX, década de 50, na Holanda, o inventor e empresário Hub Van Doorne desenvolveu esse sistema de transmissão, porém utilizando correias de borracha, sem o emprego de lubrificante. Em 1958, com o nome Variomatic, o sistema foi empregado em um veículo do fabricante holandês DAF, mas terminou abandonado devido a constantes panes por quebras das correias. Assim, a transmissão CVT voltou ao estágio de pesquisa e desenvolvimento e quase foi esquecida nas décadas seguintes.

Com a entrada das regulações ambientais visando à redução do consumo de combustível e das emissões, a partir de meados da década de 80, vários fabricantes de transmissões automáticas adquiriram a licença da patente junto a DAF como, por exemplo, a ZF, na Alemanha, e a Aisin e Jatco, no Japão, tendo o principal ponto comum desenvolver um sistema mais confiável com o emprego de correias metálicas.

A partir dos anos 2000, grandes fabricantes começaram a lançar novos veículos equipados com a transmissão CVT, justamente para atender às demandas cada vez mais exigentes dos regulamentos de emissões, sendo de grande aplicação em automóveis com tração dianteira.

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2 Comentários
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    Antonio Francisco da Silva Francisco 30 de abril de 2019

    Oi eu possuo um setra nissan cvt xtronic ano 2012 2.0 16v,e o reparador na troca do óleo da transmissão,utilizou,cvtfj4.
    Vou ter algum prejuízo com esse óleo,no câmbio do meu setra?
    Já sentiu que o carro está tendo dificuldade para ultrapassar 110kl/h.
    Foi a primeira troca realizada desde ac ompra.
    Gostaria por favor que alguém me responda.
    Muito obrigado,por sua atenção ☝️??

    • Avatar
      AmimXx 1 de agosto de 2019

      Antônio, bom dia!
      Tudo bem?
      O Fluído CVT J4 atende perfeitamente às especificações para o câmbio do Sentra 2012. Eu fiz uma troca caseira mesma e substituí o Fluído anterior que era o Valvoline por esse J4 adquirido em uma concessionária Mitsubishi. Na troca é importante que seja feita a substituição do filtro de papel, que vai dentro do trocador de calor e que é originalmente adquirido na própria Mitsubishi ou então em uma concessionária Renault tendo em vista que estas praticam preços bem melhores que a Nissan. Além disso se faz importante a abertura do Cárter do câmbio para limpeza dos imâs e também do segundo filtro metálico que o cambio possui garantindo assim a retirada de todas as impurezas adquiridas durante todo o uso do câmbio até a troca.
      Notei ao contrário, que após a troca do fluído pelo J4 o câmbio ficou muito mais esperto e parou com um zunido incômodo que ele vinha apresentando após o aquecimento.
      Eu particularmente recomendo o uso do J4 ou do novo Lubrax CVTF que com certeza irão proporcionar uma boa lubrificação do câmbio por um valor mais acessível do que os valores praticados pela Nissan com o Fluído Original… com isso você poderá fazer substituições a prazos razoáveis, sem gastar muito e ter assim uma saúde garantida para o câmbio.
      Se seu carro está apresentado dificuldades no ganho de velocidade temos 2 pontos a serem analisados:
      1 – O Câmbio CVT, para se ganhar velocidade, não significa que você deva pressionar o pedal do acelerador bruscamente até o fim e esperar que o carro já dispare… pelo contrário, pressione o acelerador entre 4800RPMs e 5200RPMs e mantenha-o assim, pois é nessa faixa que você terá o melhor aproveitamento do Torque máximo dos 20Kgf e da potência máxia dos 143CVs… fazendo assim você observará que o carro ganhará velocidade mais facilmente e sem esforço em menor tempo… caso seja algo ainda mais emergencial, como uma ultrapassagem, procure desligar o OD (Overdrive – aquele botão menor que fica na alavanca de câmbio) e que serve para praticamente dobrar a potência do conjunto em menor tempo de aceleração, mas este funciona melhor se você já estiver acima de 80KM/h. Tomando essas dicas com certeza terá um melhor aproveitamento.
      2 – Se mesmo após seguir essas dicas ainda sentir o carro preso o ideal é retornar ao mecânico e solicitar que seja plugado o Scanner para análise do sistema eletrônico do carro que envolve todos os módulos do mesmo. Preferencialmente se for o Scanner Original da Nissan que é o Consult III, pois este será capaz de analisar todos os parâmetros e ler as memórias de erro para a partir daí seja traçado uma análise de um simples reset a talvez um reparo em alguma instância do carro que mereça uma atenção especial.

      Espero ter ajudado.
      Caso tenha interesse, se inscreva no meu Canal “Mãos ao Auto”, no Youtube, pois nele repasso muito mais dicas e manutenções que podem ser realizadas até mesmo por você, em casa, para um melhor aproveitamento do Sentra e de outras marcas.

      Abraços.

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