Por que a Stellantis reduzirá a potência do motor 1.0 turbo mais popular do Brasil?

Recalibração do propulsor T200 estreará no inédito Jeep Avenger; torque de 20,4 kgfm será preservado para manter agilidade urbana

Fiat Pulse Impetus Hybrid 2025 Azul Amalfi frente em movimento (2)
Motor 1.0 turbo flex é oferecido nos Fiat Pulse, Fastback e Strada e mais cinco modelos da Stellantis (Foto: Jeep | Divulgação)
Por Tom Schuenk
Publicado em 13/03/2026 às 13h00

A Stellantis irá diminuir a potência do seu motor 1.0 turbo flex, da família GSE, para adequar sua linha de SUVs compactos aos novos protocolos ambientais brasileiros. A mudança técnica, antecipada pelo site Autos Segredos. tem como objetivo principal a redução da emissão de gases poluentes, antecipando exigências que entram em vigor em 2027.

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Embora a alteração resulte em uma redução nominal da potência, a engenharia do grupo priorizou a manutenção do torque para não comprometer a dirigibilidade. Atualmente, o motor 1.0 da Stellantis equipa os Fiat Pulse, Fastback e Strada, os Citroën C3, Aircross e Basalt e os Peugeot 208 e 2008. Em breve, o propulsor também equipará o Jeep Avenger nacional.

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Jeep avenger 2026 branco frente
Estreia do motor 1.0 turbo flex recalibrado será feita pelo novo Jeep Avenger (Foto: Jeep | Divulgação)

Produzido em Betim (MG), ao lado 1.3 turbo de mesma família, o GSE T3 (como é conhecido internamente), é o motor 1.0 turbo mais vendido do Brasil atualmente. Seu ajuste mecânico faz parte dos novos limites de emissão poluentes para os carros nacionais: regulados pelo Proconve L8, tais limites ficarão mais rígidos com o passar do tempo, a fim de estimular a venda de veículos menos poluidores. Com a nova configuração, o motor T200 passa a entregar 116 cv, independentemente do combustível utilizado. Trata-se de uma retração em relação aos atuais 125 cv (gasolina) e 130 cv (etanol). Contudo, o torque de 20,4 kgfm permanece inalterado, garantindo respostas rápidas em baixas rotações e retomadas eficientes no trânsito.

Em carros híbridos, o conjunto segue acoplado ao sistema híbrido leve de 12V (BSG), que atua como um assistente elétrico para aliviar o esforço do motor a combustão em partidas e fornecer carga para sistemas auxiliares. Em todos os casos, a transmissão permanece a automática do tipo CVT, com simulação de sete marchas.

O primeiro modelo a adotar o motor atualizado será o Jeep Avenger, SUV posicionado abaixo do Renegade. Com 4,08 metros de comprimento e 2,56 metros de entre-eixos, o utilitário será o Jeep mais barato do Brasil. O modelo nacional já chegará com a nova atualização visual, incluindo retoques em grade e para-choques, além de cabine com materiais mais refinados.

A produção será concentrada na fábrica de Porto Real (RJ), utilizando a plataforma Smart Car — a mesma base modular da família Citroën C3. A operação integra o ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões da Stellantis na unidade fluminense até 2030. O lançamento comercial está previsto para o segundo semestre de 2026, já como linha 2027.

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9 Comentários
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Reynaldo 15 de março de 2026

Vai reduzir porque aqui não temos a opção de comprar coisas boas, vem projetos indianos, chineses para terceiro mundo e motores desenhados para atender normas idiotas que enfiam goela abaixo lixo para os brasileiros.

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Ricardo CL 14 de março de 2026

Esse país é um lixo

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Cansado 14 de março de 2026

Bem feito! O que já era fraco, vai perder potência! Stellantis sendo Stellantis! kkkkkk
Bem feito para quem gasta dinheiro com porcarias! Deram a peruca, maquiagem e o nariz de palhaço pra você, que comprou gato por lebre!!! Kkkkkkk

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Geraldo Ribeiro Junior 15 de março de 2026

A redução de potência no motor a combustão será compensado pelo sistema híbrido que estará presente em todas as versões do Jeep Avenger. Muita calma nessa hora.

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Luis Carlos 16 de março de 2026

Fraco? Kkkk
Só não se esqueça que a Stellantis não tem nada a ver com as normas de emissões brasileiras.

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Geraldo Ribeiro Junior 13 de março de 2026

O que a Autopapo “se esquece” de mencionar é que, conforme o site Auto Segredos, a redução de potência no motor a combustão será compensado pelo sistema híbrido que estará presente em todas as versões do Jeep Avenger. Isso significa que não haverá perda de desempenho, através do e-Assist – O motor elétrico auxilia o motor a combustão em acelerações e retomadas. Nesse momento, as baterias de íon de lítio e chumbo fornecem energia para gerar torque adicional, o que contribui para diminuir o esforço do motor térmico e melhorar a eficiência do conjunto.

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Everaldo Ferreira 14 de março de 2026

Teoricamente. Não da pra confiar nesse sistema, já esta em uso em alguns modelos. Mas só funciona quando ele quer.

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Carlos Cota 13 de março de 2026

Daqui uns dias teremos um motor turbo 1.0 com 50CV e 20Kgfm de torque. Tudo em nome da redução de emissões. E tome etanois na mijolina.

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