Porsche planeja fechar 30% de suas concessionárias na China, entenda o motivo

Sob a gestão de Pan Liqi, a Porsche reduzirá sua rede chinesa para apenas 80 lojas até o fim de 2026 para cortar custos

Centro de P&D da Porsche em Xangai
O novo centro de P&D em Xangai será o coração da estratégia tecnológica da Porsche para o mercado asiático (Foto: Porsche | Divulgação)
Por Tom Schuenk
Publicado em 28/01/2026 às 22h00

A Porsche anunciou uma reestruturação drástica em sua rede de operações para enfrentar uma crise financeira e de vendas na China. Sob a liderança do CEO Pan Liqi, a montadora alemã planeja fechar 30% de suas concessionárias para reduzir custos operacionais. Dessa forma, a empresa visa redirecionar seu capital economizado para pesquisa e desenvolvimento, buscando recuperar a competitividade tecnológica em um mercado dominado por marcas locais.

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Crise de vendas e encerramento de atividades

O cenário para a Porsche no território chinês é desafiador. Em apenas três anos, as vendas da montadora caíram 56,2%, indo de 95.671 unidades em 2022 para apenas 41.938 em 2025. Esse recuo gerou uma série de dificuldades logísticas e financeiras para a rede:

  • Fechamentos em massa: unidades em Zhengzhou e Guiyang já encerraram atividades em janeiro de 2026;
  • Redução da rede: a empresa espera encerrar 2026 com apenas 80 concessionárias;
  • Novo centro de P&D: o investimento será focado no centro integrado de Xangai, o primeiro da Porsche fora da Alemanha.

Além disso, a empresa deve investir em direção inteligente. A Porsche busca fornecedores locais para soluções de condução autônoma e softwares avançados.

Estratégia de produto e futuro da marca

Para tentar reverter o quadro, a Porsche adicionará dois novos modelos à sua linha até o final de 2026, incluindo crossovers dos segmentos B e D com variantes a combustão e híbridas plug-in. Essa estratégia de curto prazo visa a qualidade da operação em vez do volume bruto de vendas, o que sinaliza uma expectativa de nova queda nos números enquanto a marca recalibra seus produtos para a exigência do consumidor chinês.

Mesmo em crise, o CEO Pan Liqi negou formalmente qualquer plano de construir uma fábrica local ou nacionalizar a produção na China. A Porsche pretende manter seu status de marca de luxo importada, focando na modernização tecnológica e na eficiência de sua rede de atendimento.

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