Senador dos EUA chama carros chineses de ‘câncer’ e propõe banimento total deles no mundo

Republicanos pressionam por "cordão sanitário" global contra montadoras orientais e atacam uso de tecnologia chinesa por empresas como a Waymo

Geely EX2 (BR) (17)
Pedido dos EUA amplia restrições e mira veículos, softwares e parcerias ligadas à China (Foto: Geely | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 06/04/2026 às 20h00

O senador republicano Bernie Moreno (Ohio, EUA) classificou a indústria automobilística chinesa como um “câncer” que deve ser extirpado do mercado dos Estados Unidos para evitar o colapso da produção local. Moreno anunciou a apresentação, ainda neste mês, do projeto de lei “American Auto Independence Act”, que propõe o banimento total de veículos com qualquer vínculo tecnológico ou produtivo com a China.

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A proposta radical visa bloquear não apenas a importação de automóveis, mas proibir o uso de hardware, software e quaisquer acordos industriais que envolvam capital ou engenharia chinesa. A medida endurece as restrições impostas pela gestão de Joe Biden em 2025, que já limitavam a comercialização sob o argumento de segurança nacional e proteção de dados.

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Durante um fórum que antecede o Salão Internacional do Automóvel de Nova York, Moreno comparou a ameaça automobilística ao setor de telecomunicações, citando o bloqueio à Huawei como precedente para justificar a exclusão. Um dos alvos centrais de sua crítica foi a Waymo, subsidiária da Alphabet Inc., pelo uso de veículos produzidos pelo grupo Geely — controlador da Zeekr — em suas operações de robotáxis.

O senador defendeu que aliados estratégicos, incluindo México, Canadá e países europeus, adotem sanções idênticas para impedir que a China utilize mercados vizinhos como plataforma de entrada para os EUA. Segundo o parlamentar, a independência do setor é vital para a sobrevivência das “Big Three” de Detroit.

Enquanto entidades industriais americanas demonstram apoio à blindagem do mercado, a Embaixada da China em Washington acusou o parlamentar de promover um protecionismo que fere as normas do livre comércio. O movimento ocorre em meio à preparação da visita do presidente Donald Trump à China, prevista para maio, o que pode tensionar as negociações bilaterais sobre subsídios e investimentos no setor.

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6 Comentários
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Gustavo 7 de abril de 2026

Totalmente certo esse senador, era ótimo se tivéssemos alguns desses senadores com o patriotismo brasileiro e não se corromperem por uns trocados, nosso desgoverno atual só não vende a mãe em troca de receber seus favores porque Deus já levou. Aqui essas bombas chinesas correm soltas e o pior é que tem muito idiota que compra essas caixas com pólvora dentro

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Daniel 7 de abril de 2026

O mais louco é que a Buick hoje só existe porque faz sucesso na China. Lá vende mais Buick que Chevrolet. No caso da Ford, apesar de hoje focar mais em SUV, ainda fabrica uns carros mais tradicionais na China, que não são vendidos nos Estados Unidos, mas existe demanda em outras regiões. Até nomes como Taurus e Mondeo tiveram continuidade na China, mesmo não sendo mais oferecidos em mercados mais tradicionais.

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GLEYDSON DIAS 7 de abril de 2026

Não vou dizer que os carros chineses são os melhores do mundo, e aqui no brasil estão despejando eles como lixo, nem todas as marcas tem qualidade, pode ser baratos, mas baratos que saem caro tanto no gasto financeiro como no gasto psicologico, porque nem a BYD que a melhor entre eles, mais conhecida, está tendo peças de reposição nas concessionarias, esses dias numa concessionaria OMODA vi o setor de vendas de carros novos, vi o setor de serviços, mas não vi de peças, então em certo lado ate concordo com esse senador americano, os carros vão se tornar um câncer financeiro e psicológico para muitos

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Daniel 7 de abril de 2026

O que mais me deixa com um pé atrás quanto aos fabricantes chineses é essa insistência em desovar carros elétricos, mesmo que ofereçam modelos a combustão em países vizinhos como o Uruguai e o Chile.

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Daniel 7 de abril de 2026

Hoje que a própria GM tem vínculos técnicos e uma dependência muito forte pela China, e a Ford também tem dependido da China para ter carros tradicionais que são vendidos tanto no mercado interno chinês quanto exportados para o Oriente Médio, acho pouco provável que essa medida vá adiante.

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GLEYDSON DIAS 7 de abril de 2026

essa parceria aconteceu porque sai mais barato para eles fabricar carros inteiro ou parte dele e peças na china do que no proprio EUA, grandes marcas estão tendo produção na china, e quem faz parceria com empresas chinesas aumenta mais o lucro

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