Após quatro indicações ao Oscar, executivos discutem futuro da franquia; empresa de tecnologia promete tratar corridas reais como cinema em 2026
O êxito comercial de F1: O Filme reaqueceu os debates sobre o futuro da obra nos estúdios da Apple. Com uma arrecadação global superior a US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,42 bilhões) e quatro indicações ao Oscar, a produção estrelada por Brad Pitt tornou-se o eixo central de uma estratégia mais ampla entre a categoria máxima do automobilismo e a gigante de tecnologia.
Durante evento recente da Apple TV, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, e Eddy Cue, vice-presidente de serviços da Apple, admitiram que uma sequência do longa está no radar, impulsionada pela recepção do público e pela integração inédita entre esporte e streaming.
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Apesar do otimismo, a continuação ainda não foi oficializada. A diretriz é manter o rigor técnico que garantiu o prestígio do primeiro longa. Domenicali adotou um tom de cautela, ressaltando que qualquer novo projeto precisaria superar a barreira de qualidade estabelecida pela obra original.
“Fiquem ligados, contaremos mais novidades no futuro. Nunca diga nunca. Mas precisamos digerir melhor o sucesso deste filme, porque foi algo único. Se quisermos pensar em um novo, ele precisa ser realmente muito bom para justificar a existência”, afirmou o executivo da F1.
O sucesso do filme serve como alavanca para a entrada definitiva da Apple na transmissão esportiva. A partir de 2026, a Apple TV detém direitos exclusivos de exibição das corridas da F1 em territórios estratégicos, como os Estados Unidos.
A promessa é aplicar a mesma excelência técnica do cinema nas transmissões ao vivo. Segundo Eddy Cue, o streaming utilizará padrões 4K e tecnologia Dolby com baixa compressão, visando uma fidelidade visual inédita na televisão. O pacote tecnológico inclui o uso de iPhones para capturar ângulos inusitados nos boxes e grids, além de uma interface que permite ao espectador dividir a tela para acompanhar telemetria e câmeras onboard simultaneamente.

A integração prevê ainda o uso cruzado de plataformas como Apple News e Apple Music para contextualizar as corridas. Cue encerrou a apresentação comparando a temporada de 2026 a uma antologia cinematográfica, reforçando o caráter dramático do esporte real.
“Tenho um ótimo anúncio: teremos 24 filmes de F1 este ano na Apple TV. Não sei o final de nenhum deles, então é o melhor drama sem roteiro que poderia existir no mundo”, disse Cue, referindo-se às 24 etapas do calendário oficial.
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