SUV da Xiaomi custa R$ 205 mil e vem com teto que vira quarto, geladeira embutida e 12 airbags
Versão Explorer traz teto elevatório de fábrica, enquanto a linha estreia bateria que a Xiaomi diz substituir com o carro inteiro
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 11/09/2026 às 19h00
A Xiaomi lançou na China o SkyNomad N90 Max, um SUV de sete lugares com extensor de autonomia e preço equivalente a R$ 205.100. O número que a marca coloca na vitrine é a autonomia combinada de 1.705 km, mas a ficha do carro esconde coisas bem mais improváveis: ele flutua, o teto vira quarto de dormir e, se a bateria pegar fogo, a Xiaomi promete entregar outro carro igual.

Carro novo se a bateria queimar
A bateria de 76 kWh estreia com o nome Dragonscale, ou “escama de dragão”, desenvolvida com as fabricantes CALB e Sunwoda. Junto dela vem uma garantia vitalícia contra combustão espontânea: em caso de incêndio por defeito de fabricação, a Xiaomi diz que substitui o veículo por outro novo, do mesmo modelo e versão, sem descontar depreciação ou quilometragem.
Se o fogo vier de uma colisão, a empresa afirma que cobre a diferença entre a indenização do seguro e o valor de mercado do carro antes do acidente. As letras miúdas existem: a cobertura vale apenas para o primeiro dono, em uso particular, com manutenção na rede oficial e assinatura de serviços conectados ativa.

Flutua, vira barraca e tem geladeira sobre trilhos
Com 5,28 m de comprimento e 3,08 m entre-eixos, o N90 Max tem tomada de ar integrada ao capô que permite atravessar 75 cm de água — e, segundo a Xiaomi, boiar em situação de emergência. A versão Explorer Edition (cerca de R$ 227.900) adiciona um teto elevatório elétrico instalado de fábrica, que abre um quarto sobre o carro.
Dentro, os bancos 2+2+3 aceitam 11 arranjos diferentes e liberam até 1.831 litros de espaço. O console central corre sobre trilhos e carrega uma geladeira de compressor de 9 litros. Os faróis, batizados de Libélula, iluminam 624 metros no facho alto e abrem 180° no baixo. As rodas são de 21″ com pneus escalonados, mais largos atrás, e a carroceria traz gaiola embutida de aço de 2.200 MPa, 12 airbags e coeficiente aerodinâmico de 0,255 — baixo para um utilitário desse tamanho.

A mecânica é um motor 1.5 turbo de 152 cv que só gera eletricidade, sem tracionar as rodas, somado a dois motores elétricos que rendem 422 cv combinados e tração integral. São 5,9 segundos de 0 a 100 km/h, suspensão pneumática de série com cinco níveis e 464 km de autonomia só com a bateria, pelo ciclo chinês CLTC. A recarga rápida devolve 285 km em 15 minutos, e o consumo declarado com a bateria vazia é de 16 km/l.
Os 1.705 km, porém, pedem contexto: o CLTC é mais otimista que os ciclos europeu e americano. Em um teste divulgado pela própria Xiaomi, com quatro ocupantes, ar-condicionado a 24 °C e velocidade média de 104 km/h, o SUV foi de Xangai a Pequim e parou em 1.230 km. O modelo disputa espaço com Li Auto L9 e Aito M9 e, por ora, não tem previsão de chegada ao Brasil.
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