Toyota tem sexto mês seguido de queda nas vendas globais
Vendas globais da marca somaram 912.683 unidades em julho, com recuo de 24,3% na China e de 44,5% no Oriente Médio, segundo dados da montadora
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 02/09/2026 às 06h00
A maior montadora do mundo emendou o sexto mês seguido de queda nas vendas globais. Em julho, a Toyota comercializou 912.683 veículos, número que inclui a subsidiária Daihatsu, uma retração de 5,3% na comparação com o mesmo mês de 2025. A produção recuou 1,4%, para 934.953 unidades. Os dados foram divulgados pela empresa e compilados pela Bloomberg.
O peso maior vem da China. As vendas de Toyota e Lexus caíram 24,3% no país, no sexto mês consecutivo de queda, sufocadas pelas fabricantes locais, que despejam no mercado elétricos recheados de software a preços agressivos. E, ao contrário do que se poderia supor, o combustível caro não socorreu os híbridos por lá: segundo a própria Toyota, a alta da gasolina reduziu a procura tanto por modelos a combustão quanto por híbridos no mercado chinês.
O buraco do Oriente Médio
A região que mais derreteu, porém, foi o Oriente Médio, com tombo de 44,5%. O conflito que envolve Estados Unidos, Arábia Saudita e Irã desorganizou rotas de navegação e empurrou o preço do petróleo para cima. Um dado que passou quase despercebido ajuda a medir o estrago: a Toyota exporta entre 500 mil e 600 mil veículos por ano para a região e calcula que pouco menos da metade desse volume seja atingida pelas interrupções logísticas.
Nos Estados Unidos, maior mercado da empresa, a queda foi de apenas 0,8%. No Japão houve alta de 11%, com 150.097 unidades da marca Toyota, puxada por lançamentos como o novo RAV4, o bZ4X e o Land Cruiser FJ. No acumulado de janeiro a julho, o grupo soma 6.275.281 veículos, 2,6% menos que no mesmo período de 2025.
Híbridos a caminho dos 5 milhões
O respiro vem da eletrificação. Nos sete primeiros meses do ano, Toyota e Lexus venderam 3.180.993 veículos eletrificados, alta de quase 10% e mais de 54% de tudo o que a empresa entregou. Os híbridos convencionais responderam por 2.731.214 unidades, avanço de 5,1%, enquanto os 100% elétricos somaram 230.163, um salto de 130%.
A projeção da companhia, apresentada por Takanori Azuma, diretor de contabilidade, é fechar 2026 com mais de 5 milhões de híbridos vendidos no mundo, marca inédita. Para dar conta da demanda, a fabricante prepara uma nova geração de baterias e converte linhas no Japão com capacidade para cerca de 600 mil veículos por ano.
As rivais japonesas vivem cenário parecido, mas não idêntico. A Nissan vendeu 219.495 veículos em julho, queda de 16,5%, com produção 16% menor. Já a Honda registrou alta de 3,4% nas vendas globais, para 289.142 unidades, impulsionada por avanço de 13% nos Estados Unidos — o que não evitou um tombo de 44% na China nem recuo de 3,3% na produção mundial.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
