Vendas de veículos registram melhor setembro da história no Brasil

Emplacamentos somaram 509,7 mil unidades em setembro, alta de 8,3% sobre 2025; acumulado do ano é o segundo maior da série histórica, atrás de 2011

trânsito de são paulo
Setembro de 2026 entrou para a história do mercado de veículos no Brasil (Foto: AutoPapo | Acervo)
Por Eduardo Passos
Publicado em 05/10/2026 às 16h00

O mercado brasileiro de veículos novos teve em setembro o melhor resultado para o mês em toda a série histórica da Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias.

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Foram 509.686 emplacamentos, somando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. O volume é 8,3% maior que o de setembro de 2025 e 1,2% superior ao de agosto.

No acumulado do ano, as vendas chegam a 4,23 milhões de unidades, alta de 14,4%. É o segundo melhor resultado para os nove primeiros meses do ano, atrás apenas de 2011.

Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, a demanda segue aquecida mesmo com o crédito ainda restrito, impulsionada pela concorrência entre as marcas e por programas de estímulo como o Move Brasil e o Carro Sustentável.

Carros puxam a alta

Os automóveis lideraram o avanço, com 216.366 unidades, crescimento de 21,2% sobre setembro do ano passado. Somados aos comerciais leves, foram 268.721 emplacamentos.

A Fiat Strada voltou a ser o veículo mais vendido do país, com 16.002 unidades, à frente do Volkswagen Polo, com 11.095, e do elétrico BYD Dolphin Mini, com 9.385.

Os eletrificados também seguem em expansão: híbridos e elétricos somaram quase 62 mil unidades entre carros e comerciais leves, mais que o dobro de um ano atrás. No acumulado de 2026, já são 433 mil unidades.

Pontos de atenção

Nem todos os segmentos acompanharam o ritmo. Os comerciais leves recuaram 0,9% na comparação anual, e as motos ficaram estáveis, com leve queda de 0,4%. Os elétricos tiveram retração de 18% em relação a agosto.

Entre os pesados, caminhões e ônibus cresceram em setembro, mas ainda acumulam queda no ano, de 3,9% e 1,7%, respectivamente.

Já os implementos rodoviários, como reboques e semirreboques, avançaram 14,8%. A Fenabrave manteve suas projeções para 2026 e diz que pode revisá-las em novembro, após o resultado de outubro.

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