Volkswagen T-Cross ganha dianteira do Tiguan e câmbio de oito marchas
Versão indiana do modelo estreia no México com dianteira de Tiguan e câmbio de oito marchas; T-Cross nacional deve ganhar traços da família ID
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 14/08/2026 às 12h00
A Volkswagen lançou no México a reestilização do Taigun, nome que o T-Cross em alguns mercados do exterior e que abastece o mercado mexicano desde 2022, no lugar do SUV feito no Brasil. O facelift não está confirmado para a linha brasileira, que passou por atualização em 2024, mas pode indicar futuras atualizações do modelo.
Chama atenção que, mesmo com o acordo de livre comércio entre Brasil e México, a marca prefira o carro indiano. Segundo a montadora, o Taigun não paga a tarifa de importação de 50% cobrada pelo país por causa do sistema de cotas a que a Volkswagen tem direito por produzir localmente. O SUV é vendido em duas versões: a Comfortline, por cerca de R$ 144 mil, e a GT, inédita na linha, por cerca de R$ 152 mil.
Dianteira de Tiguan e câmbio de oito marchas

A frente lembra a do Tiguan, com faróis mais estreitos, novos para-choques e um friso iluminado em LED na grade. Os logotipos da Volkswagen acendem na dianteira e na traseira, e as setas passaram a ser sequenciais. As lanternas seguem unidas por uma faixa escurecida, agora com novos elementos internos, e há novos desenhos de rodas, além da cor Verde Avocado, exclusiva do modelo.
Por dentro, o painel foi redesenhado e ganhou saídas de ar verticais, revestimentos em couro sintético e uma central multimídia semiflutuante de 10″ com nova interface, acompanhada de quadro de instrumentos digital e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. A versão GT acrescenta teto solar panorâmico, teto e longarinas em preto, emblemas próprios, volante esportivo com costuras vermelhas, iluminação ambiente na mesma cor e interior todo escuro.

A mudança mecânica é a transmissão. O motor 1.0 TSI segue com 116 cv e 18,1 kgfm, mas o câmbio automático passou de seis para oito marchas. Já a lista de assistências fica atrás da do T-Cross brasileiro: não há piloto automático adaptativo, alerta de ponto cego nem manutenção em faixa. Frenagem autônoma de emergência, detector de fadiga e seis airbags são de série nas duas versões.
O que muda no Brasil
A Volkswagen prepara dois SUVs para meados de 2028: o Projeto Saga, que dará origem à versão nacional do T-Roc, e o Projeto A-SUV, destinado à próxima geração do Taos. Ambos terão sistemas híbridos derivados do motor 1.5 TSI Evo2.
O A-SUV nasceu como a nova geração do T-Cross, mas o desempenho comercial do modelo atual levou a marca a reposicionar o projeto. Com isso, o T-Cross deve receber uma renovação mais profunda, com traços de design da família de elétricos ID, para seguir em linha em vez de ser substituído. A conta fecharia com cinco SUVs de produção nacional: Tera, Nivus, T-Cross, o do Projeto Saga e o Taos.
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