Listamos modelos que variam de tipos urbanos que aguentam um pouco mais de ação às big trails para aventura extrema, sem deixar de lado a cidade
Para a maioria dos motociclistas, a sua moto do dia a dia é a moto de todos os dias, tendo que aguentar todas as situações que o condutor precisar enfrentar. Por isso, ter uma moto versátil, um modelo “pau para toda obra”, é fundamental.
Listamos abaixo algumas motos versáteis que representam essa categoria no mercado brasileiro. Algumas mais completas que outras, mas todas com capacidade de suportar desafios dentro do limite e categoria.
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Há de se admitir que a Honda Pop tem suas limitações em estradas mais rápidas, porém o modelo não pode ficar de fora desta lista se compararmos esse peso aos seus benefícios.
A moto mais barata do Brasil também está entre as mais leves e, pesando seus 86 kg, se torna também pequena, leve e econômica. Todas essas características transformam a Pop em uma moto versátil e fácil de pilotar nas estradas, além de ter uma capacidade off-road surpreendente. Claro que nada na mais alta performance, mas, rodando normalmente, o condutor não passa nenhum sufoco dentro da cidade ou em meio a atoleiros.
Para passar em meio aos carros na cidade, a Honda Pop é uma das melhores e, em caso de lamaçal, é só apoiar com o pé no chão e tirá-la do barro.
Nas características técnicas, a Honda Pop 110i ES 2027 utiliza motor monocilíndrico OHC de 109,5 cm³, arrefecido a ar, capaz de entregar 8,43 cv a 7.250 rpm e 0,945 kgf.m de torque a 5.000 rpm. O conjunto trabalha com câmbio rotativo de quatro marchas e partida elétrica, mantendo a proposta simples e funcional da motocicleta. A transmissão sem embreagem manual facilita o uso diário e torna a pilotagem mais intuitiva para diferentes perfis de condutor.
Na linha 2027, a moto recebeu rodas de liga leve e pneus sem câmara, além de um pneu dianteiro mais largo nas medidas 70/90-17, o que trouxe ganhos em estabilidade e absorção de impactos. A suspensão dianteira foi recalibrada, enquanto a traseira ganhou mais curso, passando a oferecer melhor comportamento em ruas irregulares e estradas de terra leves. Outro destaque é o freio traseiro acionado por manete no punho esquerdo, solução adotada para melhorar a ergonomia e a resposta nas frenagens.

A Yamaha XTZ 250 Lander é um modelo que também não pode faltar nesta lista de motos versáteis para todo tipo de situação. O modelo, voltado para rodar no trânsito urbano com um pouco mais de desempenho e ergonomia, não faz feio em meio a terrenos acidentados e é famoso pelo seu motor robusto e praticamente imune a manutenções.
Para os condutores e proprietários, esta é uma moto versátil barata de se adquirir e manter, com um custo-benefício que vale a pena.
O modelo utiliza motor monocilíndrico de 249 cm³, refrigerado a ar, capaz de entregar 20,9 cv a 8.000 rpm e 2,1 kgf.m de torque a 6.000 rpm, sempre acompanhado de câmbio de cinco marchas.
Na ciclística, a Lander segue apostando em suspensões de longo curso para lidar melhor com pisos irregulares. O garfo telescópico dianteiro oferece 220 mm de curso, enquanto a suspensão traseira Monocross trabalha com 204 mm, combinação que favorece conforto e estabilidade em asfalto ruim, estradas de terra e uso misto. Os freios são a disco nas duas rodas, com ABS atuando na dianteira.
Entre os destaques tecnológicos, a trail da Yamaha conta com painel 100% digital blackout e conectividade Bluetooth por meio do sistema Y-Connect, que permite acompanhar consumo, manutenção e notificações do celular. O conjunto óptico também chama atenção pelo farol em LED com projetor bifuncional e DRL integrado, solução que melhora a iluminação e reforça a proposta moderna da motocicleta.

A Honda XR 300L Tornado já começa a elevar um pouco mais o nível dos modelos citados. Também com um preço mais elevado (R$ 30.840), ela foi desenvolvida com uma significativa capacidade off-road, embora mantenha a mesma base da XRE 300 Sahara. Ou seja, com este conjunto, qualquer tipo de estrada e até viagens já começam a ficar mais interessantes.
O modelo utiliza motor monocilíndrico flex de 293,5 cm³, capaz de entregar até 24,8 cv e 2,74 kgf.m de torque, sempre acompanhado de câmbio de seis marchas. Apesar de ligeiramente menos potente que a Sahara, a configuração prioriza melhor resposta em terrenos de terra por conta das mudanças na admissão e na caixa de ar.
Na ciclística, a Tornado recebeu ajustes específicos para enfrentar trilhas e pisos irregulares com mais eficiência. A suspensão dianteira porta uma mesa exclusiva e geometria revisada, enquanto a traseira passou a oferecer 227 mm de curso. O modelo também ficou mais alto, com assento a 890 mm do solo, além de pesar apenas 143 kg a seco, combinação que favorece controle e agilidade no fora de estrada.
As rodas aro 21 na dianteira e 18 na traseira reforçam a proposta aventureira da moto versátil da Honda, assim como os freios a disco com ABS. Outro destaque está no novo conjunto frontal, com farol fixado à mesa do garfo, solução que melhora a resistência e acompanha a pegada mais voltada ao off-road.

Assim como a Honda Pop, a Kawasaki Versys-X 300 não poderia ficar de fora dessa lista, apesar de suas limitações — bem poucas, por sinal. Essa japonesa talvez só peque na proposta off-road, que não lhe apetece muito, mas certamente a capacidade na estrada, tanto dentro quanto fora da cidade, compensa bastante.
O modelo utiliza motor bicilíndrico de 296 cm³, refrigerado a líquido, derivado da Ninja 300, capaz de entregar cerca de 40 cv de potência. A proposta prioriza funcionamento suave em velocidades mais altas e bom desempenho em rodovias, o que a diferencia da maioria das pequenas e médias vendidas no Brasil.
Na parte ciclística, a Versys-X 300 aposta em suspensão de longo curso, rodas aro 19 na dianteira e 17 na traseira, além de posição de pilotagem ereta e confortável. O conjunto favorece viagens longas e estabilidade também no asfalto. Os freios são a disco nas duas rodas com ABS, enquanto o tanque amplo ajuda na boa autonomia para turismo e deslocamentos mais extensos.
Outro destaque da Kawasaki está na ergonomia equilibrada e no pacote voltado ao uso misto. A moto entrega proteção aerodinâmica razoável, banco confortável e ciclística previsível, fatores que ajudam tanto no trânsito urbano quanto em viagens. Mesmo não sendo focada em off-road, a Versys-X 300 consegue lidar bem com estradas de terra e situações variadas do dia a dia brasileiro.

Elevando um pouco mais o nível, a Triumph Scrambler 400 X aposta em uma proposta versátil, misturando características urbanas, rodoviárias e de uso leve em terra. O modelo utiliza o motor monocilíndrico TR-Series de 398 cm³, refrigerado a líquido e com quatro válvulas, capaz de entregar 40 cv a 8.000 rpm e 3,82 kgfm de torque a 6.500 rpm. O conjunto trabalha com câmbio de seis marchas e prioriza respostas suaves em baixa e média rotações, favorecendo tanto o trânsito urbano quanto viagens.
Na ciclística, a Scrambler 400 X traz configuração mais aventureira que a Speed 400, com posição de pilotagem elevada, suspensões de maior curso e rodas preparadas para enfrentar pisos irregulares com mais conforto. O modelo ainda conta com ABS de dois canais — podendo ser desligado na roda traseira — além de controle de tração, embreagem assistida e deslizante e acelerador eletrônico, ampliando a segurança e a facilidade na condução.
O pacote tecnológico também inclui iluminação full LED com DRL, painel digital LCD, tomada USB-C e sistema de imobilizador antifurto. A combinação entre desempenho, eletrônica e ergonomia faz da Scrambler 400 X uma moto versátil equilibrada para quem busca encarar cidade, estrada e trechos de terra sem grandes limitações.

A Royal Enfield Himalayan 450 talvez seja um dos melhores custo-benefício desta lista. Custando menos de R$ 30 mil, esta trail possui uma forte capacidade off-road, sem perder desempenho no trânsito urbano, rodoviário e na economia.
O modelo utiliza motor monocilíndrico de 452 cm³, capaz de entregar 40,02 cv a 8.000 rpm e 4,07 kgfm de torque a 5.500 rpm, sempre acompanhado de câmbio de seis marchas e embreagem assistida e deslizante. Mesmo sendo um monocilíndrico de maior cilindrada, o conjunto se destaca pelo funcionamento relativamente suave em velocidades mais altas.
Na ciclística, a Himalayan aposta em rodas raiadas aro 21 na dianteira e 17 na traseira, combinação clássica para motos aventureiras e que favorece estabilidade em pisos irregulares, buracos e estradas de terra. O banco ajustável entre 825 mm e 845 mm amplia a ergonomia para diferentes tipos de piloto, enquanto a estrutura estreita ajuda na condução urbana e nas manobras em baixa velocidade. Apesar dos quase 200 kg, a moto entrega boa dirigibilidade e comportamento previsível em curvas e viagens.
O pacote tecnológico inclui painel TFT com conectividade, modos de pilotagem Performance e ECO, ABS com possibilidade de desligamento traseiro e iluminação moderna. A proposta da Himalayan 450 é justamente unir robustez, conforto e capacidade de enfrentar praticamente qualquer cenário, desde o trânsito diário até viagens longas e trechos off-road mais exigentes.

A Yamaha Ténéré 700 muda o patamar dessa categoria de motos versáteis. Essa big trail tem uma forte proposta aventureira, tão grande que o conforto para uma simples viagem rodoviária fica um pouco de lado em prol do desempenho.
A trilheira utiliza o conhecido motor bicilíndrico CP2 de 689 cm³, agora aliado ao acelerador eletrônico YCC-T e diferentes mapas de pilotagem, conjunto que prioriza torque em baixa e média rotações sem abrir mão de desempenho rodoviário. A entrega suave de potência e a ciclística equilibrada fazem da T7 uma moto preparada tanto para viagens longas quanto para terrenos acidentados.
Na parte ciclística, a big trail da Yamaha aposta em suspensões de longo curso com foco claro no fora de estrada. Na dianteira há garfos invertidos de 43 mm com 210 mm de curso e ajustes completos de compressão, retorno e pré-carga. Já a traseira utiliza sistema com link progressivo e amortecedor ajustável sem ferramentas. O conjunto entrega 240 mm de distância do solo, favorecendo trilhas, pisos ruins e estradas de terra mais exigentes.
O pacote tecnológico também evoluiu e inclui painel TFT colorido de 6,3 polegadas com conectividade via Y-Connect, tomada USB-C, controle de tração e ABS comutável em diferentes modos. O tanque de 16,2 litros foi reposicionado para melhorar a distribuição de peso, enquanto a ergonomia foi refinada para facilitar a pilotagem em pé, característica importante em uma moto voltada ao uso misto e aventureiro.

A Suzuki V-Strom 800 aposta em um conjunto equilibrado para quem busca conforto no asfalto sem abrir mão da capacidade em estradas de terra e viagens longas. O modelo utiliza motor bicilíndrico de 776 cm³, com 84 cv de potência e 7,95 kgfm de torque, aliado a câmbio de seis marchas e quick shifter bidirecional. O conjunto prioriza força em baixas e médias rotações, característica importante para uso misto e pilotagem em terrenos variados.
Na ciclística, a big trail da Suzuki utiliza rodas raiadas aro 21 na dianteira e 17 na traseira, além de suspensões Showa de longo curso, com 220 mm na frente e 212 mm atrás. O modelo também entrega 220 mm de distância do solo, reforçando a proposta aventureira. Os freios contam com discos duplos na dianteira, ABS configurável e possibilidade de desligamento traseiro, ampliando o controle em pisos de baixa aderência.
O pacote tecnológico é um dos grandes destaques da V-Strom 800. A moto oferece modos de pilotagem, diferentes níveis de controle de tração incluindo modo cascalho, painel TFT colorido de 5 polegadas, embreagem assistida e deslizante, além de para-brisa ajustável e porta USB. A ergonomia elevada, o tanque de 20 litros e os equipamentos de proteção originais ajudam a reforçar sua proposta de moto versátil para estrada, cidade e aventura.

A Triumph Tiger 900 evoluiu para entregar uma proposta ainda mais equilibrada entre turismo, desempenho e capacidade off-road. O modelo, que esbanja tecnologia, utiliza motor tricilíndrico de 888 cm³, agora capaz de entregar 108 cv de potência e 9,18 kgfm de torque, números superiores à geração anterior. O conjunto trabalha com câmbio de seis marchas e, nas versões mais completas, conta com quick shifter Triumph Shift Assist, permitindo trocas sem uso da embreagem.
Na ciclística, a Tiger 900 varia conforme a proposta de cada versão. As GT e GT Pro focam mais no asfalto, utilizando rodas 19 e 17 polegadas e suspensões Marzocchi de até 180 mm de curso. Já a Rally Pro aposta em rodas raiadas aro 21 na dianteira e suspensões Showa de longo curso, com até 240 mm na frente e 230 mm atrás, reforçando a aptidão para trilhas e terrenos irregulares. Todas contam com freios Brembo e ABS otimizado para curvas.
O pacote tecnológico é um dos mais completos da categoria, trazendo painel TFT de 7 polegadas com conectividade, modos de pilotagem, controle de tração sensível à inclinação, manoplas e bancos aquecidos nas versões Pro, além de monitoramento da pressão dos pneus e suspensão traseira eletrônica. A ergonomia ajustável e o tanque de 20 litros também ajudam a transformar a Tiger 900 em uma moto versátil preparada para cidade, estrada e aventura de longa distância.

A BMW F 900 GS se diferencia um pouco da linha big trail da alemã justamente pelo seu corpo mais esguio e off-road, possibilitando um uso mais versátil em lugares estreitos. A aventureira utiliza motor bicilíndrico em linha de 895 cm³, capaz de entregar 90 cv de potência e 9,4 kgfm de torque, conjunto que prioriza respostas lineares e bom desempenho tanto em estrada quanto no uso fora de estrada. A nova geração ainda ficou 14 kg mais leve, favorecendo agilidade e controle em diferentes tipos de terreno.
Na ciclística, a F 900 GS traz suspensões ajustáveis em pré-carga, compressão e retorno, além de rodas e ergonomia voltadas ao uso misto. Nas versões mais completas, o modelo conta com suspensão dianteira Showa ajustável e conjunto traseiro ZF/Sachs, ampliando a capacidade off-road. O comportamento mais leve e a posição de pilotagem elevada ajudam tanto na condução urbana quanto em viagens e trilhas leves.
O pacote tecnológico é amplo e inclui painel TFT com conectividade BMW Motorrad Connected, iluminação full LED, controle de cruzeiro, manoplas aquecidas, controle de pressão dos pneus, partida Keyless e modos de pilotagem. As variantes superiores ainda oferecem quick shifter PRO, modos de pilotagem PRO e escapamento Akrapovic, reforçando a proposta premium e versátil da big trail alemã.

A Honda CRF1100L Africa Twin é uma referência entre as motos versáteis e big trails boas em todos os tipos de situação. Seguindo a linha da BMW, ela tem um corpo relativamente estreito em comparação às concorrentes, o que possibilita uso também em meio à cidade.
Seu motor bicilíndrico de 1.084 cm³ é capaz de entregar 99,3 cv e 10,9 kgfm de torque, agora com respostas mais suaves em baixa rotação e menos vibração durante a pilotagem. O conjunto pode ser equipado com câmbio manual de seis marchas ou transmissão automatizada DCT, dependendo da versão.
Na ciclística, a Africa Twin mantém a tradicional configuração com roda 21 polegadas na dianteira e 18 na traseira nas versões mais aventureiras, enquanto a nova Adventure Sports aposta em roda 19 na frente e suspensões com menor curso para favorecer uso rodoviário. As versões equipadas com suspensões eletrônicas Showa EERA ajustam automaticamente compressão, retorno e pré-carga conforme o terreno e o modo de pilotagem selecionado, ampliando conforto e estabilidade.
O pacote tecnológico inclui painel touchscreen com conectividade para smartphone, modos de pilotagem, controle de tração, ABS configurável e eletrônica voltada tanto para estrada quanto para off-road. Na Adventure Sports, o tanque ampliado para 24,8 litros também reforça a proposta estradeira, oferecendo maior autonomia para viagens longas sem comprometer a capacidade em pisos irregulares.
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