Honda XL750 Transalp: evolução que a Honda acertou

Modelo retornou com o nome de uma antiga e queridinha da marca e ao contrário de outras, não desagradou o público geral

Honda XL750 Transalp
Modelo é um equilíbrio entre estrada, terra e viagens (Foto: Honda | Caio Mattos)
Por Lucas Silvério
Publicado em 28/01/2026 às 12h00

A Honda trouxe de volta ao mercado a sua Transalp. Agora com um estilo bem diferente da antiga 700, a nova XL750 Transalp ganhou mais imponência e um corpo que agrada até no off-road. Testamos o modelo em descida da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, e tiramos as principais impressões.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

VEJA TAMBÉM:

Mesmo sendo feita sob a mesma base motora da nova CB 750 Hornet, a Honda XL750 Transalp foi mais aceita pelo gosto popular. A nova Hornet foi muito criticada por não ter mais quatro cilindros e talvez o fato de ter uma proposta diferente, aventureira, tenha feito a Transalp não sofrer com isso. Afinal, pilotos off-road se dão melhor com poucos cilindros.

Independente de qualquer coisa, mesmo tendo o mesmo motor bicilíndrico de 755 cm³, 69,3 cv de potência e 7,04 kgf.m de torque, a nova Honda Transalp tem um comportamento diferente de sua irmã. Sua aceleração é mais suave nas baixas rotações e próximo ao ápice de 7.000 rpm o modelo entrega boa parte de sua capacidade, dando um salto de velocidade e força.

Honda XL750 Transalp

É possível afirmar que o motor se comporta muito bem e se encaixa tanto nas propostas on-road, quanto off-road. A atenção do piloto deve ficar em sempre trabalha com o motor um pouco mais cheio, fugindo da falta de força que o modelo pode apresentar nas rotações mais baixas, principalmente nas marchas mais altas. Ainda assim, é uma moto que não apresenta riscos e mesmo “mais fraca” garante condução segura ao piloto em qualquer estrada.

Em outros aspectos, como ciclística e conforto a nova Honda XL750 Transalp também foi positiva. Ao montar o modelo a ergonomia já agrada e apesar das dimensões de uma moto entre as intermediárias e grandes, nada parece tão exagerado. A segurança do domínio da moto é presente em todos os momentos e fazer curva com essa 750, mesmo que com rodas 21 polegadas na frente e 18 na traseira, suspensões de 200 mm e 190 mm, respectivamente, não é nenhum desafio. Aqui, realmente o que se destaca é a sensação e certeza de domínio da moto em todos os momentos.

Em terrenos off-road o modelo não desagradou. Mesmo que não seja um modelo CRF da Honda, ou seja, nem tão preparado para rodar na terra, o conjunto faz um bom papel e é capaz de encarar as trilhas mais tranquilas sem problemas. Neste ponto a tecnologia ainda auxilia, pois dentre os seis modos de pilotagem o modo Gravel (terra) e os personalizáveis (User 1 e User 2) permitem o desligamento dos freios ABS e Controle de Tração (HSTC).

Continuando com a tecnologia, nada menos do que o esperado em uma moto deste patamar. Iluminação full LED, assistentes de condução (já citados) e um painel TFT de 5 polegadas que pode ser acessado por um joystick no punho esquerdo e ainda exibe todas as funções que o piloto precisa. O ponto falho vem da falta de conectividade com aparelhos smartphones, uma tecnologia que já existe neste mesmo painel, na Europa, mas aqui na América do Sul ainda não foi “liberada”.

Além de tudo, a porta de carregamento USB não fica próximo ao guidão e sim sob o banco do garupa. É necessário retirar o estofado e deixar o celular por lá.

Nos pontos negativos, além do cabo USB, o modelo merece ao menos dois. O primeiro, sem dúvida, é a alta temperatura na perna esquerda, que vem quando a ventoinha se arma. Em uma condução mais tranquila, provavelmente nada incomode, mas com um esforço maior e a ventoinha armada, o ar expulso sai próximo ao joelho esquerdo e pode atrapalhar. Nada que faça a necessidade de uma parada, mas com uma calça fina e em dias quentes pode ser ruim.

Honda XL750 Transalp (3)

Além disso, o piloto pode sentir um leve incômodo ao parar o modelo e apoiar a pernas esquerda ao chão, pois a carenagem abaixo do banco fica saltada e encosta no piloto. Durante a condução, com o pé no pedal, nenhum problema. Mas na hora de parar pode ser que o condutor tenha que se posicionar um pouco mais a frente do banco.

Por fim, sem dúvidas é uma moto muito versátil e com mais pontos positivos que negativos, porém o preço público sugerido de R$ 65.545 e mais de R$ 70 mil nas lojas faz que o consumidor repense sua escolha.

Newsletter
Receba semanalmente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Deixe um comentário