15 carros sem correia banhada, motor três cilindros, turbo ou dupla embreagem
Confira 15 modelos que mantêm mecânica tradicional e ainda não adotaram novas tecnologias que muitos motoristas ainda desconfiam.
Confira 15 modelos que mantêm mecânica tradicional e ainda não adotaram novas tecnologias que muitos motoristas ainda desconfiam.
A indústria do automóvel evolui a cada dia. Afinal, é preciso atender às normas de emissões, assim como otimizar custos de produção. Desta forma, é comum novas tecnologias surgirem no mercado, com a correia dentada banhada a óleo, bloco três cilindros, motor turbo ou transmissão de dupla embreagem.
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E como toda novidade, há defeitos e desacertos que muitas vezes não são previstos nos ensaios laboratoriais. O problema é que são falhas que causam prejuízos aos consumidores. E mesmo que sejam pontuais, acabam “queimando o filme” de um modelo em específico ou de um conceito de engenharia.
Foi o que aconteceu com a transmissão de dupla embreagem da Ford, que prejudicou donos de modelos como EcoSport, Fiesta e Focus. Mas a polêmica mais recente é a correia dentada banhada a óleo dos Chevrolet Onix, Onix Plus, Tracker e Montana. O rompimento precoce da tira de borracha se transformou num pesadelo para muitos proprietários.
Muita gente ainda tem desconfiança dos motores três cilindros, por considerá-los mais frágeis. Mesmo que em termos de engenharia eles funcionem como qualquer outro bloco com quatro, cinco, seis, oito, 10 ou 12 pistões.
E também há quem não queira saber do tal motor turbo, por considerar que eles quebram fácil – como os antigos motores aspirados que eram turbinados em oficinas, sem o devido tratamento térmico ou com pressões que superavam a tolerância das peças. Com os motores modernos, muitas vezes, o problema está na manutenção inadequada, uso de lubrificante fora da especificação e outros fatores que acabam acelerando o desgaste do sistema.
Mas para ajudar o consumidor que quer fugir das novas tecnologias e apostar no que está mais que atestado, selecionamos 15 carros livres de correia banhada, motor três cilindros, turbo ou caixa de dupla embreagem. Confira!
O Chevrolet Spin é um veterano no mercado brasileiro. O monovolume chegou em 2012 para aposentar Meriva e Zafira numa única tacada.
Desde sua estreia, o modelo utiliza o motor Família I 1.8 de 111 cv e 17,7 kgfm de torque. O modelo pode ser combinado com transmissão automática de seis marchas ou caixa manual de seis velocidades.
Ao contrário dos parentes Onix, Onix Plus, Tracker e Montana, o monovolume utiliza correia dentada convencional e não a polêmica correia banhada a óleo. Além disso, seu motor ainda conta com aspiração natural e transmissão automática é a tradicional caixa com conversor de torque.
O Fiat Argo é o único hatch compacto com motor quatro cilindros. Todos seus demais rivais utilizam blocos com apenas três pistões. Até mesmo o caçula Mobi, que perdeu a unidade Fire 1.0 no fim de 2024.
O motor Firefly 1.3 de 107 cv e 14,2 kgfm de torque conta com acionamento por corrente de comando. A unidade é combinada com caixa automática, do tipo CVT, com emulação de sete velocidades.
Vale lembrar que o modelo também pode ser equipado com a o bloco Firefly 1.0 (três cilindros) de 75 cv e 10,5 kgfm de torque. A Stellantis ainda conta com motor Turbo 200 1.0 de 130 cv e 20,5 kgfm de torque, mas decidiu não aplicar ao hatch.
O Fiat Cronos segue a mesma receita do Argo. Ele também pode ser equipado pelo motor três cilindros 1.0 de 75 cv, mas também foi preterido da opção turbo. As transmissões são manual de cinco marchas (com motor 1.0) ou CVT de sete velocidades (com motor 1.3), bem longe das contestadas caixas de dupla embreagem.
O Pulse foi o modelo que estreou o motor 1.0 turbo de 130 cv e 20,4 kgfm de torque da Stellantis. No entanto, o SUV também conta com opção de entrada que combina motor 1.3 de 107 cv e transmissão automática do tipo CVT. A versão manual foi descontinuada.
Na seara das picapes, a Strada mantém motor 1.3 de 107 cv que pode ser combinado com transmissões manual ou automática (CVT). Ela é o único modelo da marca italiana (de uso pessoal) que combina motor quatro cilindros com caixa manual.
Os japoneses são os mais conservadores em adotar blocos três cilindros e demais tecnologias em seus carros. A Honda aposta no bom e velho motor quatro cilindros que acompanha o City desde que chegou por aqui em 2009.
Na atual geração, o bloco 1.5, com acionamento por corrente, passou por modernizações como uso de injeção direta. Tudo isso lhe confere 126 cv e 15,8 kgfm de torque.
Ou seja, ele oferece números próximos de compactos que utilizam motores 1.0 turbo três cilindros. Todas as versões utilizam transmissão do tipo CVT, com emulação de sete marchas.
A versão hatchback do City chegou para suceder o Fit. Assim como a versão sedã, ele utiliza o mesmo conjunto mecânico em todas as versões e passa longe de turbinas, correias banhadas a óleo, dupla embreagem ou três cilindros.
Se o amigo faz questão de um utilitário-esportivo, e que seja Honda, mas não quer saber de turbo, a escolha é HR-V, equipado com unidade 1.5 de 126 cv. É o mesmo conjunto do City, mas com o estilo da carroceria SUV.
O Nissan Versa é outra opção de sedã compacto livre das modernidades que deixam muitos motoristas com o pé atrás. O modelo nipo-mexicano é equipado com bloco 1.6 aspirado, quatro cilindros, corrente de comando e transmissão do tipo CVT.
Longe do vigor do motor turbo, a unidade 1.6 do Versa entrega 113 cv e 15,3 kgfm de torque. Para quem não quer apostar nos ingredientes modernos, pode ser uma boa escolha.
A atual geração do Nissan Sentra chegou em 2023 e gerou reclamações por apostar em um motor 2.0 aspirado, enquanto seus rivais já tinham adotado turbo e sistemas eletrificados.
Mas fato é que o japonês cai com uma luva para o consumidor que busca um dos raros sedãs médios da praça, mas não confia nos apetrechos do momento.
Seu motor 2.0 entrega 151 cv e 20 kgfm de torque, combinado com caixa, do tipo CVT, de oito marchas emuladas. O conjunto não faz dele o mais vigoroso do mercado, mas é extremamente confiável.
O mercado SUV está abarrotado de modelos com motores turbo de três cilindros. E quem faz questão da carroceria, mas quer um modelo cascudo, o Renault Duster é a melhor escolha.
O SUV é o único que combina motor 1.6 (aspirado) de 120 cv com transmissão manual de cinco marchas. Mas saiba que essa configuração só está disponível para a versão de entrada Intense Plus.
A picape Oroch também é outro modelo que abre mão de qualquer modernidade em nome da confiabilidade e simplicidade. Assim, como o irmão Duster, a caminhonete pode ser equipada com caixa manual e motor 1.6 de 120 cv em sua versão de entrada.
O Toyota Corolla foi o primeiro automóvel nacional a sair de fábrica com sistema híbrido. Mas a marca japonesa não tirou de linha seu conjunto simplificado.
O sedã ainda é oferecido com motor 2.0 de 175 cv e 21,3 kgfm de torque e transmissão automática, do tipo CVT, com emulação de 10 marchas. É feijão sem bicho para quem não quer saber de turbina ou correia banhada a óleo. Ele utiliza a respeitada corrente de comando.
A mesma configuração de conjunto mecânico do sedã se aplica ao SUV. O motor aspirado é praticamente exclusividade dele no segmento de utilitários médios
O motor EA111 desapareceu dos automóveis de passeio da Volkswagen. Mas ele continua firme e forte na Saveiro. A picape veterana é o único modelo da marca com motor quatro cilindros de aspiração natural.
O motor 1.6 de 116 cv e 16,1 kgfm de torque é combinado sempre com transmissão manual de cinco marchas. A Saveiro é um dos modelos mais antigos em linha, mas é a escolha para quem não quer ouvir falar de correia banhada a óleo, motor turbo, três cilindros ou caixa de dupla embreagem
O dia 31 de março foi a data limite para comercialização da dupla Yaris e Yaris Sedan, da Toyota. O modelo já tinha sido descontinuado em 2024, por não atender às normas de emissões do Proconve L8, mas a marca poderia vender as unidades restantes até o fim de março.
Tanto o hatch, como o sedã, eram equipados com motor 1.5 aspirado, de quatro cilindros, de 110 cv e 14,9 kgfm de torque, combinado com transmissão automática, do tipo CVT, e emulação de sete marchas.
Provavelmente devem restar algumas unidades, já licenciadas, na rede de concessionários. Vale a pena conferir se o amigo é daqueles que aposta na receita tradicional de conjunto mecânico.
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Mais uma vez o Lancer manco foi esquecido nas listas. Só por causa do CVT. Mas eu gostei da lista. Os carros japoneses tentam manter uma certa tradição e com isso trazem mais segurança. Dificilmente vc tem uma grande surpresa com eles.
Sr. Leo, na linha GM só sobrou a Spin que não tem correia banhada a oleo, na VW são com correia externa de borracha não banhada a óleo, na Fiat são praticamente todos com corrente de metal banhada a óleo mas não dá problema porque são corrente, a Toyota são também tudo corrente, o resto é resto, peugeot, Citroën, chinês, vem tudo atrás copiando dos demais.
Faltou o Nissan Kicks 1.6 nesta lista, não?
Ah tá! E o motor do Fiat Fastback 1.3 turbo que baixa óleo não entra nessa lista? Deve ser pq já tem Fiat demais na lista.
Além do modelos da Chevrolet tem mais carros de outras marcas equipados com correia de comando banhada a óleo
E VIVA A MASSA DOS DESINFORMADOS que adquirem veiculos desta natureza! Não se faz mais motoristas como antigamente!
Correia banhada a oleo. Cara qq estudante de engenharia no primeiro semestre ja sabe q se vc colocar em contato 2 produtos derivados do petroleo eles se deteriorarao , os suheitis q inventsram isso deveriam ter seus diplomss rasgados.
Podiam continuar a fazer essas porcarias de 3 cilindros e turbo. Mas, pelo amor de deus, trocassem essa de correia banhada por correia externa ou corrente de comando. Será que nunca ouviram falar que time que está ganhando não se mexe? Na fabrica a diferença de preço deve ser mínima pra fazer isso, já no bolso do consumidor é uma bomba quando acontece alguma coisa
Na minha opinião, essa relação bem que entraria o HB 20, 1.6 4 cilindros, com corrente de comando, um carro exelente.
Exatamente
sinceramente, quem mais reclama disso é pobre que não tem dinheiro pra fazer manutenção preventiva e que não sabe cuidar do carro, simplesmente assim
Não mesmo!
Quem reclama disso é aqueles que precisam contar com o carro, mas acabam ficando “à pé” mesmo após fazerem todos os procedimentos recomendados no manual.
Verdade é que existem várias porcarias sendo vendidas por aí como “modernidade”.
Quanto ao pobre que consegue comprar um carro, ele tem a consciência de estar com um veiculo mais rodado. Porém ao mesmo tempo ele tem um veiculo antigo com tecnologia mais conhecida e manjada, e portanto menos sujeito à surpresas desagradáveis.
Adorei a sua excelente responsta..boa boa
Pobre não.
São as pessoas que utilizam o veículo no dia a dia.
Manutenção em ordem, porém podem ocorrer contratempos.
Quem precisa do veículo para trabalho, visitar clientes, etc, não pode ficar na dependência da sorte da obsolescência planejada.
A obsolescência planejada é a tendência da modernidade.
Tem quem goste.
Sem contar o cara q é 2º, 3º dono. Vai comprar o que pode ser uma bomba relógio. Nunca se sabe como proprietários anteriores eram com as manutenções.
Concordo e só compro carros 3 cilindros, justamente pela economia de combustível e fácil manutenção. Tive Up tsi 2016, Up mpi 2019 e agora Polo Track. Rodo 25.000 km por ano e nunca deram problema, somente pastilhas de freio que eu mesmo troco na garagem. Pra quem duvida, veja no meu canal, pois ainda ensino qualquer mulher fazer em casa: garagem do Primo/YouTube
Vc sequer sabe dirigir. Vai pra cozinha que é seu lugar.
Sempre tive carro da GM pois eram os melhores motores 4 cilindros, confiavel, durável, resistente, simples de manter, agora se trocar de carro terei que partir para outra marca com corrente ou correia externa que são mais confiáveis e baratas de manter. Por enquanto ficarei com meu spe-4 de 4 cilindros, confiavel, robusto, econômico e fácil e barato de manter.
Tive 2 Corsa, 1 Kadett e 1 Monza. Excelentes veículos para sua época.
Mas Honda e Toyota são imbatíveis.
Mas estes motores GM citados o custo de manutenção ainda são mais baratos que os Homda e Toyota que também são bons.
GM era muito bom
Gostaria de saber mais informações sobre os carros que possuem correia banhada no óleo, ainda confesso que sou leigo no assunto, obrigado 👆👍
Câmbio CVT é outra porcaria. O giro vai no corte e o carro não acelera. Em resumo, não sobrou nada a não ser modelos jurássicos.
Tecnologia ???? Gastar 5 mil reais pra trocar uma correia do motor ??? Tô fora dessas bombas
A dupla Yaris e Yaris Sedan eram os únicos da minha lista para trocar de carros nos próximos três anos.
Agora, babaus.
Carros ultra modernos não combinam com o Brasil. A começar que não temos vias urbanas decentes, é só buracos e muitos radares de velocidade. E a pior parte disso é o nosso combustível ruim em qualquer lugar que for abastecer. Nossos motores jurássicos já estão calejados e acostumados com combustível ruim e a maioria tem a manutenção barata. Então pra quê arriscar em coisa nova que é caro de manter e frágil? Tô fora!
Muito bom saber quais são os modelos livres dessas indesejáveis “novidades”!
Espero que essa lista fique bem maior, em um futuro bem próximo!
Não acho justo os ricos andarem de carros de luxo V12, V10, V8 e V6, e até de helicóptero, podendo poluir mais que os carros populares que mais parecem britadeira ambulante de 3 cilindros. Assim todo carro de luxo devia vir com motor 3 cilindros e limitada a potência e o consumo para não poluir. Pois aqui não é democracia?
Isso não tem nada haver com democracia.
Você que não quis entender o que eu disse.
Democracia relativa do nine
Fiquei 5 anos com um Civic LXS 1.8 e zero dor de cabeça com manutenção de correia. Troquei por um City 2024 justamente por não precisar me preocupar com troca de correia e também não vi a necessidade de turbo, pois há muitos radares na cidade e já passei da época de fazer graça em saída de sinal. O motor 1.5 da Honda dá conta do recado sem precisar passar perrengue. Receita simples e eficiente.
Sair de um civic pra um city é regressão… eu continuaria com o civic mesmo sendo mais antigo!