Alfa Romeo Spider 1972: Boris apresenta esse conversível italiano
Boris Feldman apresenta mais um clássico, uma charmosíssima Alfa Romeo Spider 1972. Aprecie esse belíssimo conversível com "cuore sportivo".
Publicado em 19/04/2019 às 09h03
Atualizado em 19/04/2019 às 09h41
Boris Feldman apresenta mais um clássico, uma charmosíssima Alfa Romeo Spider 1972. Aprecie esse belíssimo conversível com “cuore sportivo”.
[TRANSCRIÇÃO]
São duas Alfas clássicas, uma conversível: a Spider, 1972. A outra, é uma ‘cupêzona’ de 1971 – completamente diferentes. Até porque, a Spider tem motor quatro cilindros; a Montreal, um V8.
Apesar disso, a plataforma, o chassi delas é igual. Pode uma coisa dessa? Pode, e eu vou mostrar. Nós vamos começar primeiro com a Spider 1972, depois vamos para a Montreal 1971.
É difícil descrever o prazer de tocar um carrinho esportivo italiano conversível, e um Alfa Romeo, não é?! Vocês não contem para ninguém não, segredo hein, mas eu prefiro muito mais um “antiguinho” de 1972 do que um zero, dá muito mais prazer, é muito mais automóvel.
Você tem muito mais o carro na mão, então, Alfa Romeo com essa suspensão que poucos fazem igual, é dificílimo. A direção não é hidráulica, mas nem precisa porque ela é leve, com a vantagem de que você tem o carro na mão, sempre.
O câmbio não é automático, uma delícia de manual de cinco marchas. Naquela época, década de 70, o único país no mundo que se vendia só carro automático já era os Estados Unidos. Mesmo aqui no Brasil, ninguém nem queria saber de carro automático.
Não é uma supermáquina, é um carro gostoso, charmoso, mais leve e com 130 cavalos. Ou seja, anda muito bem. E fora o ronquinho que, quando você dá uma aceleradinha, você sente que tem uma máquina vibrante sob o capô. São apenas quatro cilindros, mas e daí? Na hora que pisa, ele responde!
“O cockpit é uma graça!”
O cockpit é uma graça. O painel? Dois mostradores enormes – conta giro e velocidade. E um detalhe característico dessas Alfas da década de 70: os três reloginhos no painel: gasolina – aliás, benzina –, pressão de óleo e temperatura de água, todos virados para o motorista. Isso marcou época e até hoje, a Alfa Romeo, para lembrar desses carros, tem feito os seus modelos mais modernos também com os reloginhos virados para o motorista.
A Alfa Romeo Spider é um esportivo de dois lugares, eles chamam de 2+2. Não sei como, aqui atrás cabe no máximo um gato e um cachorro, né?
O acabamento não é muito sofisticado, mas nem muito pobre, adequado para um esportivo. Aliás o slogan da Alfa Romeo é: ‘Cuore Sportivo’, coração esportivo.
Essa Alfa Romeo conversível é o que os italianos chamam de Spider. Ela é um dos três modelos com a mesma mecânica, todos com motor 2.0 l e 130 cavalos.
Tem o sedã, que eles chamam de Berlina, Quattroporte, tem o cupê, o GTV – GT Veloce – e tem o Spider. Três modelos baseados na mesma plataforma, com a mesma mecânica. Ficava a gosto do freguês qual deles.
O design dessa Alfa Spider é típico de Pininfarina, um gênio para desenhar carros esportivos. Não tem nada de suntuoso, nada de luxuoso, pelo contrário, é um design simples. Mas aí é que está a beleza das coisas, na simplicidade.
Prometi mostrar em detalhes a outra Alfa, a Montreal, a V8. Vamos mostrar, mas não é agora não, será o nosso próximo vídeo na sessão de clássicos do AutoPapo.

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Alfa Romeo…. não importa o modelo… todas tem seu charme.
Carraço. um espetáculo aí um desse na minha garagem
