Carro elétrico usado é mais difícil de vender? Entenda
Comparando automóveis usados, o carro a combustão é vendido com maior rapidez e facilidade do que o veículo elétrico devido a uma série de fatores
Comparando automóveis usados, o carro a combustão é vendido com maior rapidez e facilidade do que o veículo elétrico devido a uma série de fatores
Os automóveis movidos exclusivamente a bateria vêm conquistando muitos consumidores nos últimos anos e são cada vez mais vistos nas ruas brasileiras. Esse tipo de veículo apresenta várias vantagens para seus donos, como o menor impacto ambiental e a economia no consumo. No entanto, com o passar do tempo, esses proprietários podem enfrentar algumas dores de cabeça com o seu carro elétrico usado.
Em breve, as crescentes vendas desses veículos darão origem a um grande mercado de usados e junto com ele surge também a dificuldade de passar os automóveis movidos a bateria para frente. Graças a uma série de fatores, como suas particularidades e problemas próprios, o carro elétrico usado pode ser muito difícil de vender.
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É difícil estimar quanto tempo um proprietário demora para vender seu veículo elétrico, pois isso depende muito de onde e como ele vai ser vendido e de como é o carro, qual modelo, versão, quilometragem, estado da bateria, e etc. Mas, fato é que demora muito mais para vender um carro elétrico usado, do que um automóvel a combustão com o mesmo tempo de uso.
O Doutor Mauro Pinto De Morais, presidente do Sindicato de Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG), reforça essa perspectiva e aponta alguns fatores para essa diferença:
Esses problemas refletem, inclusive, no preço dos seguros dos veículos movidos a energia elétrica, que costumam ser muito mais elevados em comparação aos carros a combustão.
A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) explica que a precificação desse tipo de carro vai depender bastante do estado geral da carroceria, dos componentes de suspensão e, finalmente, do percentual de degradação da bateria. Um veículo na faixa de 100 mil km rodados degrada a sua bateria em torno de 4%.
O órgão ainda destaca que mesmo um veículo com bateria degradada em 80% ainda circula normalmente com uma autonomia razoável. Por exemplo, se o carro tinha uma autonomia de 400 km quando novo, com a bateria bastante degradada, ainda terá um alcance de 300 km.
Outro fator importante é como esse veículo se apresenta em relação ao seu suporte, manutenção e confiabilidade no pós-venda. Isso porque muitos veículos estão sendo descontinuados no mundo inteiro, o que torna sua manutenção para o futuro complicada, então, neste caso, há maior desvalorização.
Os carros movidos a bateria se tratam de veículos cuja manutenção vai muito além dos componentes elétricos. Outras partes como as suspensões pneumáticas e a eletrônica bastante sofisticada certamente vão gerar um custo elevado de manutenção.
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Admiro a coragem de quem procura um desses, e desejo-lhe muita sorte (porque vai precisar mesmo)!
Concordo plenamente com o Santiago… esse texto deveria ser lido não por quem pensa na venda do seu elétrico usado, mas sim por quem pensa na aquisição de um novo…