Vinda de esportivos e carros de luxo, esse tipo de pintura começou a aparecer em carros nacionais mais acessíveis
As inovações e tendências do meio automobilístico nascem em carros de luxo e uma hora chegam aos modelos mais acessíveis. A pintura fosca começou a ser usada em carros com o BMW M3 em 2010.
O primeiro carro nacional com pintura fosca foi o Volkswagen T-Cross Extreme, lançado em 2025, e foi acompanhado no mesmo ano pelo GWM Haval H9. Em breve teremos mais um carro com esse acabamento, que é o Renault Koleos E-Tech.




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Esse tipo de acabamento reage diferente a luz e também realça mais as linhas dos carros. Vincos e curvas que podem ser disfarçado pelo brilho ficam mais evidentes, porém o gosto do público com ela não é unânime.
A pintura fosca exige alguns cuidados especiais na hora de lavar, para manter o acabamento original. Mas a sua base não é tão diferente da usada nos carros com acabamento brilhante.




O processo de pintura do carro fosco começa igual ao de um comum, até a tinta é a mesma. O acabamento fosco vem do verniz que é aplicado nas etapas finais. Ele fornece a mesma proteção de um verniz brilhante.
A pintura fosca também pode ser feita fora da fábrica. Alcidene Cardoso, gerente de Consultoria de Aplicação da Koria, aponta que a oficina precisa estar equipada com cabine bem isolada e com filtragem avançada, para evitar que fatores externos atrapalhem no resultado.
Pintura fosca tem dificuldade de corrigir imperfeições” explica Alcidene.
O trabalho de pintura com esse acabamento precisa ser meticuloso, pois não aceita polimento e outros tipos de correções. Enquanto o acabamento brilhante dá margem para reparos.
A pintura fosca tem a vantagem de resistir mais a riscos. Só que isso joga contra quando há danos, o reparo pode exigir a repintura da peça.




Os fabricantes que vendem carros com pintura fosca também ensinam a manutenção correta dela. São necessários alguns cuidados adicionais e evitar certos hábitos tradicionais.
Vamos começar pelo que não fazer: tanto a Volkswagen quanto a GWM são enfáticas em não usar cera na pintura. No manual do Haval H9 ainda há um adendo explicando que se esse material for usado acidentalmente é preciso removê-lo imediatamente com um produto de remoção de silicone.
Ambos fabricantes também sugerem não usar aqueles lava-jatos automatizados com escovas. As cerdas podem danificar a pintura com riscos.
A GWM também acrescenta que não é recomendável lavar com frequência ou sob luz direta do sol. Isso pode resultar em uma pintura mais brilhante ou em acabamento irregular.
As recomendações dos fabricantes é que o dono lave o carro manualmente, usando uma esponja macia, detergente neutro e água. Não é para usar força excessiva na hora de esfregar o carro.
Sujeiras impregnadas na carroceria, como insetos, fezes, lama e outros devem ser amolecidas ou removidas com água em abundância ou com lavadora de alta pressão.
No geral, o cuidado com carros de pintura fosca exige mais evitar produtos e processos que são feitos para dar brilho. Também é preciso ser rápido para tirar sujeiras gordurosas, como resinas e graxas, para não manchar.
Se você é um dos que acham o carro fosco bonito, é melhor se preparar para tomar os devidos cuidados.
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