Envelopamento de carros: o que diz a lei, (des)vantagens e manutenção

Aplicação da fina camada adesiva pode ajudar na proteção da lataria do automóvel e custa até 70% a menos que uma nova pintura

Por Laurie Andrade 17/02/19 às 15h00

O envelopamento de carros é uma opção para quem quer proteger a pintura de seu automóvel de pequenos arranhões, trocar sua cor sem gastar muito ou fazer propaganda de uma marca. A prática, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Sul, foi criada nos Estados Unidos, na década de 90, e tem sido adotada no Brasil desde então.

O envelopamento, também chamado de plotagem, consiste na aplicação de uma fina camada adesiva em cores lisas, metálicas, perolizadas ou foscas. Dentre suas vantagens estão, ainda de acordo com o Detran:

O preço, que possibilita economia de até 70% em relação a uma nova pintura, a facilidade de voltar à pintura original, apenas retirando a película, e a opção de envelopamento de apenas algumas partes do veículo.

Outros pontos positivos ainda podem ser enumerados, como a proteção contra a incidência de raios ultravioletas, poeira e maresia.

No envelopamento automotivo, o tempo também é uma questão a ser considerada. É que, para envolver o carro, gasta-se em média três dias. Tempo mais curto que a pintura, que pode levar até duas semanas.

Entre as desvantagens da plotagem está a durabilidade, que está completamente ligada à qualidade da película escolhida, e a possibilidade da pintura do automóvel ficar em tons diferentes, isso se apenas uma parte do veículo for plotada. Nesse último caso, a pintura abaixo da película ficará protegida e a parte exposta vai sofrer com os danos naturais.

Material mais utilizado no envelopamento

O material mais utilizado para o envelopamento, de acordo com o professor do curso de engenharia de materiais da Fundação Santo André Marco Colosio é o vinil. “Existem vários estudos que indicam que esse material atende os critérios de não manchamento, textura, durabilidade, entre outros. No entanto, algumas empresas oferecem PVC, para baratear os custos com a película, ou fibra. O ideal é escolher o mais tradicional”.

Conheça os prós e contras do envelopamento de carros. Prática pode custar até 70% mais barato que a pintura e está prevista em resolução do Contran.
Envelopamento de carros

Manutenção do envelopamento automotivo

Os carros envelopados também precisam ser limpos. A manutenção deve ser feita mesmo com sabão neutro, garante o especialista. Produtos ácidos e materiais agressivos podem comprometer a película.

Marco Colosio explica que a durabilidade das películas é de aproximadamente três anos. “Depois de três a cinco anos de aplicação, a película começa a perder a cor, se degradar e soltar cola. Ainda assim, não afeta a pintura original do carro”.

O material escolhido para aplicação também reflete na retirada do envelopamento automotivo. Isso porque, se a película for de má qualidade, pode afetar a pintura original do carro.

Ao retirar o envelopamento, há riscos de que partes já danificadas da lataria do veículo fiquem maiores. Ao puxar a película, pedaços já em má condições podem se soltar.

O professor do curso de engenharia garante que, se realizado de maneira correta, o envelopamento não compromete a pintura original do carro.

“É claro que o consumidor precisa escolher um produto de qualidade, fabricado por uma empresa certificada. Isso porque existem películas de diversas origens no mercado”, afirma Colosio

Quando custa o envelopamento automotivo?

O preço médio do serviço é de R$ 3.000. Envelopar um carro de luxo, por sua vez, pode custar por volta de R$ 5.000.

O que diz a legislação

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) descreve, na Resolução 292, as condições para que o envelopamento de carros seja considerado legal.

Art. 3º As modificações em veículos devem ser precedidas de autorização da autoridade responsável pelo registro e licenciamento.

Parágrafo único: A não observância do disposto no caput deste artigo incorrerá nas penalidades e medidas administrativas previstas no art. 230, inciso VII, do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 14 Serão consideradas alterações de cor aquelas realizadas através de pintura ou adesivamento em área superior a 50% do veículo, excluídas as áreas envidraçadas.

Parágrafo único: será atribuída a cor fantasia quando for impossível distinguir uma cor predominante no veículo.

O texto sugere que apenas carros que tenham mais da metade da sua área envelopada devam procurar o Detran para solicitar a atualização da cor no Certificado de Registro de Veículo (CRV).

Se a tonalidade escolhida durante o envelopamento do carro for a mesma que a original do veículo (independente da textura fosca ou brilhante), não há necessidade de procurar o órgão regulador.

Alterar a cor do automóvel por envelopamento de carros sem informar o Detran, por sua vez, é considerado infração grave, podendo custar R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

O valor da solicitação de alteração na cor do automóvel varia de acordo com o Estado.

Foto Shutterstock | Reprodução

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2 Comentários
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    gildenir dos santos silva 21 de maio de 2019

    gostei m das einformaçoes vou envl m doblo 07 adv em v de pintar

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      Ennis 15 de agosto de 2019

      Apesar dessa resolução o Detran do meu estado não aceita o wnvelopamento

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