Picape da marca italiana se destaca pelo design, é soberana em sua categoria e tem boas opções no mercado de usados
A Fiat Toro virou referência na categoria de picapes intermediárias. O segmento tem esse nome justamente por trazer o porte que fica no meio-termo entre as picapinhas e as médias. E neste mercado, o modelo da marca italiana nada de braçadas.
Lançada em 2016, a Fiat Toro sempre foi a líder isolada de vendas. Por isso, tem variada oferta no mercado de veículos usados e seminovos. Acaba sendo uma boa opção para os picapeiros que querem um modelo maior que as compactas e não tão exagerado como as médias.
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As primeiras indicações do que viria a ser a Fiat Toro apareceram com o conceito de cupê FCC4, exibido no Salão do Automóvel de São Paulo em 2014. Fato é que quando a picape foi lançada, em fevereiro de 2016, manteve diversos elementos do projeto do qual foi derivada.
A Fiat Toro estreou com motores 1.8 flex e 2.0 turbodiesel, este último com tração 4×4. Ainda em 2016, a picape médio-compacta introduziu o motor Tigershark 2.4, que permaneceu na linha até 2022.
Em maio de 2021, já como linha 2022, a Fiat Toro passou por uma leve reestilização e ganhou novos equipamentos. A mudança mais significativa, porém, foi a substituição do motor 1.8 E.torQ pelo novo 1.3 turbo flex T270, que teve a potência reduzida em 2025.
Ainda no ano passado, a linha da Fiat Toro trocou o motor turbodiesel. Entrou em cena o 2.2 de 200 cv. E na linha 2026 a picape intermediária passou por uma nova atualização no design, e a ter freios a disco nas quatro rodas e freio de estacionamento eletrônico.










Desde seu lançamento a Fiat Toro é a rainha absoluta das vendas do segmento de picapes intermediárias. A picape mantém médias anuais acima dos 50 mil emplacamentos, mas teve um ápice de licenciamentos em 2019 e 2021.
Com isso, a linha já soma mais 600 mil unidades feitas no Polo Automotivo da Stellantis de Goiana, Pernambuco. Confira as vendas da Fiat Toro ano a ano desde seu lançamento, segundo dados do Renavam:
No lançamento, a Fiat fez questão de dizer que a Toro inaugurava um novo segmento, um tal de SUP – de Sport-Utility Pick-up. Exageros à parte, a verdade é que ela não foi a pioneira nem a fundadora nesta categoria de picapes intermediárias.
Quem chegou primeiro foi a Renault, que lançou a Oroch em setembro de 2015 – derivada do Duster, com a mesma proposta de ser aquele meio-termo entre carro de passeio e veículo de trabalho. Mas a Toro, sem dúvida, é quem manda no pedaço.

A vida da Fiat Toro vai ficar mais complicada nos próximos anos. Tudo bem que até hoje já houve tentativas pontuais de encarar de frente a picape da marca italiana. Em 2023 a General Motors lançou a Chevrolet Montana, contudo ela não conseguiu embalar nas vendas.
Já as recentes Ford Maverick (importada) e Ram Rampage (essa fruto da mesma plataforma da Toro) têm posicionamentos mais caros dentro do segmento, apesar de a segunda ter vendas interessantes para sua faixa de preço.
Só que o biênio 2026/27 promete a chegada de casca-grossas no mercado de médio-compactas. A Volkswagen, por exemplo, finalmente deve lançar seu modelo originário do conceito Tarok mostrado no Salão de 2018.
Ao mesmo tempo, a Renault prepara a picape derivada da Niagara, feita sobre a mesma plataforma do SUV médio Boreal, na Argentina. Do país vizinho também virá a representante da Toyota para a categoria, tentando se valer de toda a fama e força que a marca japonesa tem no mercado de picapes.
Vamos logo indicar uma boa safra de Fiat Toro, ano 2024, na versão Volcano 1.3 e com Preço Médio de Revendedor pela KBB Brasil de R$ 145.894 (apurado em janeiro de 2026). Ainda dentro da garantia de três anos e com potência “original” – explicaremos a seguir -, a configuração é uma das mais equipadas da gama.

Na segurança, são seis airbags, câmera de ré, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, assistente à partida em rampas, retrovisor eletrocrômico, monitoramento da pressão dos pneus, serviço de chamada de assistência de emergência e faróis de LED.
Com uma boa pesquisa, é possível encontrar exemplares da Fiat Tora Volcano 1.3 com os itens do pacote ADAS, que são opcionais. Entre eles, alerta de colisão frontal, frenagem de emergência, assistente de permanência na faixa e farol alto automático.
Ar automático dual zone, retrovisores rebatíveis eletricamente, carregador de celular por indução, regulagem elétrica do banco do motorista, chave presencial, sensores crepuscular e de chuva, revestimento de couro, ajustes de altura e de profundidade do volante, controle de cruzeiro e acionamento remoto do motor também estão entre os itens de série.

A central multimídia usa tela de 10” e permite conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, além de Bluetooth, GPS nativo, tomada USB e wi-fi a bordo. Tem ainda o quadro de instrumentos com display eletrônico de 7”.
A Fiat Toro com motor turbo flex é bem mais legal que com o beberrão e áspero 1.8 aspirado E.torQ da primeira era da picape. O propulsor em questão é o 1.3 T270 da família GSE, que estreou em 2021, na carona da reestilização da linha com 185 cv com etanol e 180 cv, com gasolina.
Isso deu outro ânimo às versões flex da Toro. As respostas ao acelerador ficaram mais imediatas e, mesmo com o ainda vacilante câmbio automático de seis marchas, a picape consegue sair da inércia e encostar o velocímetro nos 100 km/h em 10,5 segundos.

Bom lembrar que as retomadas também são beneficiadas. Isso porque os 27,5 kgfm já surgem a 1.750 rpm. Sim, a caixa demora um pouco para entender a melhor marcha para a faixa de giros em que está atuando, fora o turbo lag. Porém, passado um discreto delay, o motor enche rápido.
O consumo que desanima. Com etanol, as médias ficam em 6,6 km/l na cidade e em 7,9 km/l, na estrada. Com gasolina, respectivamente 9.2 km/l e 11,0 km/l.
Bom lembrar que a partir de 2025 a Fiat Toro 1.3 teve a potência reduzida para 180 cv com etanol e 176 cv, com gasolina. O torque foi mantido.
Um dos destaques da Toro é que ela tem comportamento de carro de passeio na maior parte do tempo. Muito graças à boa rigidez da carroceria e à suspensão traseira multibraço, que deixam a picape estável mesmo com a caçamba vazia.
O espaço para os passageiros dianteiros é interessante. Motorista desfruta daquela posição alta que se espera de uma picape, mas o acesso é difícil, devido ao assoalho bastante alto. O banco traseiro é bem mais acanhado e mais recomendado para dois adultos.

De volta à suspensão, ela filtra bem as imperfeições da pista, com ou sem carga na caçamba. O acabamento melhorou na reestilização, com mais uso de materiais emborrachados e fechamentos corretos. O isolamento acústico funciona bem até os 100 km/h na estrada.
Se formos considerar a Fiat Toro Volcano 1.3 já pode planejar aquela ida ao sítio mais distante. A picape não tem o sistema de tração 4×4 das opções diesel, mas se vale de boas capacidades para o off-road leve, a começar pelo vão livre do solo de 26 cm.
O ângulo de ataque é de 25,7 graus e o de saída, de 28,4 graus. Para quem precisa carregar tralhas ou trabalha com movimentação de cargas, a caçamba tem volume para 937 litros e a picape aguenta até 670 kg.
A Fiat Toro 2024 ainda está dentro da garantia de fábrica e a marca italiana oferece plano de revisão com preço fixo a cada 10 mil km ou um ano. Veja os preços.
Um dos problemas mais comuns relatados no caso da Fiat Toro com o motor 1.3 T270 é o alto consumo de óleo. Há ocorrências diversas em fóruns e no site Reclame Aqui de níveis de lubrificante baixando além do normal, mesmo para um veículo com conjunto turbinado.
Falhas e travamento da central multimídia também são comuns desde os primeiros anos da picape. A eletrônica embarcada das versões mais completas, inclusive, merece atenção.
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