Conheça detalhes sobre a terceira geração do furgãozinho mais vendido do país e que é ótima opção de usado para o trabalho
O Fiat Fiorino pode não ter o mesmo volume de vendas de uma Strada, mas ele é “pau para toda a obra” e dominante em seu território. Entre os chamados furgões compactos, feitos a partir de carros de passeio, ele reina absoluto como o furgãozinho mais emplacado das últimas décadas.
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Robustez, capacidade de carga e custo/benefício podem explicar o sucesso do modelo entre os 0 km e também entre os usados. Neste conteúdo vamos focar no Fiat Fiorino 2015, da segunda geração.

Veja agora 10 fatos sobre o Fiat Fiorino.
A Fiorino foi uma dos primeiros comerciais leves derivados de um carro de passeio. A primeira geração foi lançada em 1980, derivada da picape 147 Pick-Up, que tinha como base o hatch 147, primeiro carro feito pela Fiat no Brasil.

A segunda geração foi lançada em 1988, derivada diretamente do primeiro Uno brasileiro, que já rodava por aqui desde 1984. Compacto, simples e valente, o furgãozinho começou sua vida equipado apenas com o motor 1.5 de quatro cilindros – suficiente para a proposta de trabalho que ele abraçaria por décadas.
Três anos depois, em 1991, veio a primeira reestilização Em 1994, embalado pelos incentivos do IPI reduzido, o Fiorino ganhou também versão 1.0. Ao mesmo tempo, trocou a suspensão traseira McPherson por um eixo rígido, aumentando a robustez e a capacidade de carga – recurso que a Strada adotou anos depois.

O início dos anos 2000 trouxe novidades mecânicas: o motor 1.3 8V, já conhecido em outros modelos da Fiat. Mas só em 2004 o Fiorino ganhou novo visual, adotando a frente do Mille. Dois anos depois, o 1.3 se tornou flex. Essa primeira fase do Fiorino seguiu firme até 2012.
O Fiorino mudou para valer em 2013 quando a Fiat resolveu fazer o furgãozinho em cima do novo Uno, lançado três anos antes. Com a mesmíssima frente do hatch compacto, logo recebeu o apelido de “Fioruno” – a traseira usa lanternas do Doblò.
Esta segunda geração nasceu com motor Fire 1.4 8V e em 2016 estreou uma versão Hard Working. Na linha 2022, o Fiat Fiorino foi reestilizado, com grade do Pulse e lentes escurecidas nos faróis.

Além disso, o interior também foi atualizado. O pequeno furgão ainda teve o propulsor recalibrado e passou a ser equipado com controles de estabilidade e tração conforme estabelecia a legislação.
Em 2025, mais mudanças no Fiat Fiorino. A bem-vinda chegada do motor 1.3 6V Firefly e a adoção de assistência elétrica na direção.
Pouca gente lembra, mas o Fiorino já teve uma versão picape. Tudo começou em 1988, quando a Fiat lançou a Uno Pick-up para substituir a antiga 147 Pick-up. Em 1992, porém, a marca decidiu unificar a identidade e rebatizou a picapinha como Fiorino – nome que, aliás, já havia aparecido em algumas versões da antecessora.

A Fiorino picape caiu rapidamente no gosto do público. Tornou-se uma das pequenas picapes compactas mais vendidas do país, com versões voltadas tanto ao trabalho (Working) quanto ao lazer (Trekking). Essa fórmula, inclusive, inspirou as futuras linhas Adventure e Strada.
A picape Fiorino seguiu até 1999, quando abriu espaço para a Strada, esta derivada do Fiat Palio. Mas, enquanto a picapinha se aposentava, o Fiorino furgão seguiu em linha.
Como dito, o Fiat Fiorino começou com o conhecido motor Fire e em 2015 só tinha versões 1.4 8V. Vazio, os 88 cv com etanol e 85 cv, com gasolina, até rendem bem. Mas é preciso esticar as primeiras marchas. O 0 a 100 km/h fica na casa dos 12 segundos.
Lembre-se que falamos de um carro de trabalho e que, carregado, a história muda no furgãozinho. Neste caso, o motorista tem de recorrer ainda mais ao câmbio manual de cinco marchas para manter o motor esperto nas arrancadas.
As retomadas são beneficiadas pelo torque de 12,5 kgfm com etanol e 12,4 kgfm, com gasolina, já disponíveis a 3.500 rpm. De qualquer forma, é um carro para andar suave na cidade.
O compartimento do Fiat Fiorino tem volume para até 3.100 litros. Já a capacidade de carga é de 750 kg, a mesma que uma Strada cabine dupla. O peso em ordem de marcha do furgão é de 1.118 kg e o vão livre do solo de 17,4 cm.

O consumo urbano do Fiorino 2015 fica em 7,5 km/l com etanol e em 10,7 km/l, com gasolina. Na estrada, 8,3 km/l e 12,1 km/l, respectivamente.
O Fiat Fiorino 2015 não tem muita dó do proletariado. O furgão vem com o mínimo do mínimo. Freios com ABS e airbag duplo frontal, além de cintos de segurança de três pontas e encostos de cabeça para os dois bancos.
Fora isso, luz no compartimento de carga e tomada 12V. O resto era opcional: sensor de ré, travas e vidros elétricos, ar-condicionado, direção assistida, som, computador de bordo, ajuste de altura do volante e do banco do motorista e até o conta-giros…
Em maio de 2022, a Peugeot quis fazer valer o seu know how no mercado de veículos comerciais – a marca vende bem modelos como Expert e Boxer. Só que resolveu apostar no segmento de compactos com um clone do Fiat Fiorino.

Isso mesmo, a Partner que conhecíamos (uma multivan com versão cargo bem maior) virou o Partner Rapid. Nada mais é que o Fiorino com o emblema da Peugeot. As duas marcas fazem parte da Stellantis.
O motor 1.4 Fire do Fiat Fiorino 2015 é velho conhecido do mercado e dos mecânicos. Os componentes do furgãozinho também têm ampla oferta a preços regulares.
Preços de peças do Fiat Fiorino 2015 1.4 Fire:
As principais queixas em fóruns na internet e registros no Reclame Aqui dizem respeito à infiltração de água na cabine e nos faróis, além de desgaste prematuro do acabamento do volante e peças do painel frágeis demais.
Além disso, há um sem fim de recalls envolvendo o furgão:
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