Segunda geração da picape média da Ford oferece robustez e dirigibilidade melhor que boa parte das rivais de sua época
A Ford Ranger atual é quase unanimidade em termos de robustez e dirigibilidade. Mas a segunda geração da picape média feita na Argentina segue firme como uma opção no mercado de usados para quem quer conciliar trabalho e lazer.
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Nessa proposta, a Ford Ranger 2015 aparece como uma escolha equilibrada, especialmente pela combinação de força, espaço e confiabilidade. Além de versátil, com diferentes opções de motorização e versões de acabamento.
Veja agora 10 fatos sobre a Ford Ranger 2015.
A história da Ranger começou nos Estados Unidos, em 1984. No Brasil, ela desembarcou em 1994 já em sua segunda geração e, pouco depois, passou a ser fabricada na Argentina.

A segunda geração para o Mercosul só chegou em 2012, trazendo motores 2.5 flex, 3.2 turbodiesel e uma opção 2.2 turbodiesel voltada a frotistas. Havia versões cabine simples e dupla, e a picape cresceu em porte e presença.
Em 2014, já como linha 2015, surgiu a versão Sport cabine simples da Ford Ranger com motor flex. A gama 2017 trouxe mudanças importantes: fim da cabine simples, reestilização, direção elétrica e garantia ampliada para cinco anos.
Depois, em 2019, veio mais uma atualização visual e o adeus definitivo aos motores flex. Nos anos seguintes, chegaram versões com apelo aventureiro, como Storm, Black e FX4. Em 2023, a Ford apresentou a terceira geração da Ranger no Mercosul.
A Ranger 2015 ainda oferecia motores flex — algo que praticamente desapareceu entre as picapes médias no fim da década de 2010.
O 2.5 Duratec entrega 173 cv com etanol e 168 cv com gasolina, suficientes para mover seus cerca de 1.800 kg.
Com câmbio manual, o desempenho é honesto: 0 a 100 km/h em 12,5 segundos. Mas é preciso reduzir marchas com vontade, já que o torque máximo só aparece a 4.250 rpm.
As versões turbodiesel são naturalmente mais fortes. O motor 3.2 da família Puma de 200 cv colocava a Ranger entre as mais potentes da categoria na época.
Porém, com câmbio automático, tração 4×4 e mais equipamentos, o peso sobe para 2.200 kg – e o 0 a 100 km/h fica em 11,6 segundos.

Mesmo assim, a Ranger diesel impressiona pela disposição. A transmissão automática de seis marchas trabalha com suavidade, e o torque de 47,9 kgfm a apenas 1.750 rpm garante ultrapassagens seguras.
A Ford Ranger sempre foi reconhecida pela capacidade para o trabalho. Mesmo na cabine dupla, a caçamba leva 1.180 litros.
As versões flex com tração traseira e câmbio manual são as campeãs de carga: até 1.341 kg. Já as turbodiesel automáticas ficam próximas de 1 tonelada de carga útil.
A segunda geração trouxe avanços importantes no interior. Os bancos dianteiros têm bons apoios laterais, a posição de dirigir é elevada e a ergonomia agrada.
Atrás, o espaço para pernas melhorou em relação à geração anterior, mas o encosto ainda é muito vertical e cansa em viagens longas. O túnel central também atrapalha quem vai no assento do meio.

O acabamento é um ponto fraco: os plásticos riscam fácil e passam a sensação de simplicidade. As versões com couro, porém, elevam o nível do ambiente.
No asfalto, a Ranger se comporta bem. A direção direta ajuda na estrada e transmite segurança. Contudo, vale lembrar: é uma picape média sobre chassi.
Isso significa que a carroceria oscila mais em curvas e buracos. Ainda mais com a caçamba vazia. No off-road, ela é competente, mas tão “durona” quanto as rivais da época.
Para quem busca uma cabine dupla com preço mais acessível, a Ranger XLS 2.5 flex manual é a pedida. Custa R$ 90.300 pelo Preço de Revendedor da KBB Brasil (março/2026) e traz o básico:
Se a ideia é ter uma Ranger bem equipada, a versão Limited 3.2 turbodiesel automática 4×4 é a escolha. O Preço de Revendedor da KBB Brasil é de R$ 111.266 (março/2026).
Ela adiciona em relação XLS:
Motores diesel costumam durar mais, porém pedem uma manutenção mais cara. Veja os preços de alguns componentes da Ranger 2015 com motor 3.2.
Alguns proprietários relatam falhas no câmbio automático, como trancos, trepidações e até casos de “desengrenar”. O câmbio manual das versões flex também recebe críticas e pode entrar em modo de segurança devido à falhas no sensor de rotação do eixo de saída.

Há ainda relatos de motores travando por volta dos 100 mil km, mangueiras que ressecam rápido, falhas elétricas (especialmente nos vidros) e problemas nos freios. Além disso, veja o estado do filtro DPF, que costuma ser negligenciado por alguns donos.
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